Movelsul projeta movimentar R$ 300 milhões

Publicado em 13/03/2018 por Jornal do Comércio - RS

Jefferson Klein
A Movelsul Brasil 2018 foi aberta ontem no Parque de Eventos de Bento Gonçalves em uma atmosfera otimista. O presidente da feira, Edson Pelicioli, destaca que o evento contribuirá para a recuperação do setor moveleiro. O dirigente adianta que a estimativa é de que sejam gerados aproximadamente R$ 300 milhões em negócios com a maior feira de móveis da América Latina que se estenderá até quinta-feira.
Jornal do Comércio - Qual é a perspectiva para a Movelsul deste ano?
Edson Pelicioli - Tivemos um público muito bom já no primeiro dia e vimos movimentação nos corredores e um clima bem positivo. A expectativa é de que a feira cumpra o seu papel de trazer confiança para o mercado. A gente sabe das dificuldades pelas quais o setor vem passando, mas acreditamos que vai ser a retomada, que vai iniciar uma fase de crescimento, mesmo que seja lenta.
JC - Qual são as estimativas de público e movimentação financeira com o evento?
Pelicioli - Estamos trabalhando com uma perspectiva de 30 mil pessoas. A feira é direcionada para um público de negócios. Em termos de valores, esperamos repetir a última Movelsul, com faturamento em torno de R$ 300 milhões, que é o movimentado no evento e nas semanas seguintes.
JC - Quais são as maiores dificuldades enfrentadas pelo segmento moveleiro?
Pelicioli - A dificuldade é essa recessão que passamos. O setor moveleiro teve o seu auge em 2013 e depois entrou em recessão. Eu diria que o primeiro semestre de 2017 foi o ponto mais baixo. Teve um pequena retomada, um sinal positivo, no segundo semestre e a nossa expectativa para 2018 é que a retomada venha a começar um ciclo de crescimento. E a Movelsul tem um papel importante, pois é a maior feira do setor da América Latina, com capacidade para reunir todo o segmento moveleiro e transmitir essa confiança.
JC - A Movelsul deste ano terá mais empresas expositoras do que a de 2016?
Pelicioli - Exatamente. São 246 empresas, o que representa 5% a mais do que na feira passada. Isso também é algo positivo, pois o número maior de expositores significa credibilidade.
JC - O senhor destacaria algum produto na feira deste ano?
Pelicioli - Tem vários segmentos. A Movelsul abrange muito o móvel seriado, na linha B e C, não dá para dizer que tem um segmento específico. Na feira encontra-se móveis para todos os ambientes da casa, dormitórios, cozinha etc.
JC - Dentro da Movelsul também são realizadas ações para o desenvolvimento do setor. Quais são essas iniciativas?
Pelicioli - No Projeto Comprador, por exemplo, que tem apoio da Apex-Brasil, trazemos importadores para rodadas de negócios. O Projeto Comprador deste ano é histórico, porque estamos trazendo 70 importadores e provavelmente teremos mais de 50 nacionalidades representadas, com 145 empresas que se inscreveram para as rodadas, o que é mais do que o dobro da edição passada. É uma forma da Movelsul desenvolver também o mercado externo.
JC - As exportações continuam sendo um ponto importante para o setor moveleiro?
Pelicioli - A exportação é importante e estamos trabalhando este assunto. O Brasil já exportou muito mais móveis, mas andou reduzindo. Quando o câmbio caiu, o empresário se jogou no mercado interno e acabou diminuindo a participação da exportação (hoje é de cerca de 5% das vendas). Mas, agora o empresário está se conscientizando que exportação é um projeto de longo prazo. Não pode fechar as portas lá fora e o Brasil tem um grande potencial para exportar, principalmente, na América Latina e Estados Unidos.
JC - O que consiste o Projeto Varejo?
Pelicioli - É um projeto inédito que temos. O Sindmóveis fez uma pesquisa qualitativa no mercado, escolhendo algumas redes varejistas, que fizeram uma relação de produtos que gostariam de ter nas suas lojas. Em cima disso, passamos para os expositores desenvolverem projetos. Temos a informação que tem mais de 50 projetos que serão lançados justamente para esses clientes.