Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quarta-feira

Publicado em 08/08/2018 por Yahoo Brasil

SÃO PAULO - A temporada de resultados trimestrais continua como pano de fundos da movimentação dos mercados nesta quarta-feira (8), enquanto a corrida eleitoral ganha fôlego. Tanto que o Ibovespa reverteu seu desempenho positivo no pregão de terça-feira (7) diante de especulações de que os resultados da pesquisa CNT/MDA em São Paulo mostrariam deterioração do desempenho do candidato tucano Geraldo Alckmin. O exterior também deve ser monitorado, com a guerra comercial entre China e Estados Unidos no radar e ajudando a segurar as bolsas lá fora. 

Veja no que ficar de olho nesta quarta-feira:

1. Bolsas mundiais

A manhã desta quarta-feira é de variações pouco expressivas para as principais bolsas mundiais, com Xangai fechando com a maior oscilação, em baixa superior a 1%. Os mercados internacionais ficam pressionados pelas perspectivas de tarifas americanas sobre produtos da China. Washington disse na véspera que vai começar a cobrar 25% de tarifas sobre outros US$ 16 bilhões em produtos chineses a partir de 23 de agosto,depois de os EUA já terem imposto tarifas sobre US$ 34 bilhões em importações chinesas.

Os investidores também monitoraram dados da balança comercial do gigante asiático.  As importações do país avançaram e ajudaram o superávit comercial a recuar a US$ 28,05 bilhões em julho, ante expectativa de US$ 39,10 bilhões dos analistas consultados pelo Wall Street Journal. O superávit comercial chinês com os EUA recuou a US$ 28,09 bilhões, após em junho ter batido recorde em US$ 28,9 bilhões.

Já o petróleo se sustenta em torno de US$ 69 pelo terceiro dia com baixa de estoques americanos, segundo dados preliminares do API (American Petroleum Institute), e após os EUA confirmarem sanções contra o Irã. Vale destacar que o DoE (Departamento de Energia) divulga às 11h30 o dado semanal de estoques da commodity. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal preveem queda de 2,3 milhões de barris. Ontem, o API informou que, no seu levantamento, houve queda de 6 milhões de barris nos estoques de petróleo.

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 8h (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,03%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,03%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,01%

*DAX (Alemanha) +0,20%

*FTSE (Reino Unido) +0,83%

*CAC-40 (França) +0,07%

*FTSE MIB (Itália) +0,37%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,39% (fechado)

*Xangai (China) -1,23% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,08% (fechado)

*Petróleo WTI -0,74%, a US$ 68,66 o barril

*Petróleo brent -0,59%, a US$ 74,21 o barril

*Bitcoin US$ 6.515,82 -7,99% R$ 25.301 -7,15% (nas últimas 24 horas)

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2. Agenda de indicadores e MDA

No mercado doméstico há divulgação dos dados de inflação relativo ao mês de julho. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga os números do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) às 9h (de Brasília). Segundo mediana das expectativas da Bloomberg, a estimativa é de desaceleração de 1,26% em junho para 0,26% no mês passado. A forte desaceleração deve ser decorrente do alívio do impacto da greve dos caminhoneiros e alta do dólar. 

O mercado aguarda com ansiedade a divulgação da pesquisa MDA com eleitores de São Paulo, às 11h (de Brasília) para checar se Geraldo Alckmin, visto como o candidato mais claramente pró-reformas entre os favoritos, confirma a melhora que mostrou recentemente no Ibope.

Nos Estados Unidos, o presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) de Richmond, Tom Barkin, fala em Virgínia, às 9h45 (de Brasília).

3. Carteira InfoMoney na IMTV

O analista responsável pela Carteira InfoMoney, Thiago Salomão, apresenta as alterações do portfólio para agosto nesta quarta-feira às 11h, e também explica a performance positiva da carteira, que acumula ganhos de 8,6% neste ano, 5 pontos percentuais à frente do Ibovespa.

4. Notícias do dia

Após rumores de que o ex-presidente da Dersa e ex-secretário do governo Geraldo Alckmin, Laurence Casagrande Lourenço, estaria preparando uma delação premiada, que poderia atingir em cheio a candidatura do tucano, a defesa do executivo emitiu uma nota na terça-feira dizendo que é boato é "absolutamente mentiroso".

Alckmin também foi atacado pelo candidato do PSL, Jair Bolsonaro, por se dizer agora “amigo do agronegócio”. Ele disse que o tucano já recebeu, quando era governador de São Paulo, o MST no Palácio dos Bandeirantes. “Não dá, né? MST (Movimento Sem Terra) é terrorismo", disse o deputado. 

Ainda entre os presidenciáveis, Marina Silva (Rede) se posicionou contra a participação de um representante do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um debate da Band marcado para quinta-feira (9) e disse que o PT está respondendo por sua escolha de manter Lula candidato.

Diante do clima eleitoral que esvazia as cadeiras do Congresso e indisposto a se debruçar sobre temas polêmicos, tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado devem evitar colocar em pauta projetos polêmicos como o da cessão onerosa e o da privatização de distribuidoras da Eletrobras.

Em relatório para comentar o resultado do mês de julho, a equipe da Verde Asset, gerida por Luis Stuhlberger, afirmou que mesmo que as pesquisas eleitorais ainda se mantenham estáveis, a movimentação de alianças reforçou o potencial da candidatura de Geraldo Alckmin, além de ajustar o "potencial estimado da candidatura Ciro [Gomes]". Apesar de ver no mês "mais do mesmo", os gestores destacam que o fim de agosto deve registrar um aumento da volatilidade do mercado por conta do início da propaganda eleitoral na televisão. "

5. Noticiário corporativo

O BTG Pactual registrou lucro líquido de R$ 622 milhões, aumento de 23,7% em relação ao segundo trimestre de 2017. "O melhor trimestre de todos os tempos", disse o banco. Com bons resultados operacionais ofuscados por despesas financeiras, a Rumo teve prejuízo líquido de R$ 34,5 milhões no período, perda 14,5% na comparação anual. Do outro lado, a Iguatemi viu seu lucro subir 19%, para R$ 60,6 milhões, com redução de 30% das despesas financeiras.

A CSN reverteu o prejuízo do segundo trimestre de 2017 e alcançou lucro líquido de R$ 1,190 bilhão neste ano. A Tupy registrou lucro líquido de R$48,3 milhões, valor correspondente a três vez o montante observado no segundo trimestre de 2017.  A Minerva teve prejuízo líquido de R$ 925,98 milhões no segundo trimestre, resultado bem pior que o prejuízo líquido de R$ 55,61 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. A empresa divulgou que seu conselho de administração aprovou proposta de abertura de capital da subsidiária Athena Foods, no Chile.

A Comgás registrou lucro líquido de R$ 114 milhões, queda de 22,1%. O lucro líquido da Sanepar foi de R$ 253,6 milhões, aumento de 28,9% em relação ao segundo trimestre de 2017.

Já sobre a Vale, a Samarco, joint venture entre a mineradora e a BHP Billiton, acredita que conseguirá em 2019 todas as licenças necessárias para retomar sua produção de minério de ferro em Mariana (MG), onde uma de suas barragens de rejeitos se rompeu e paralisou suas atividades desde novembro de 2015, informou a empresa em nota à Reuters. 

Após o fechamento da Bolsa, serão conhecidos os números trimestrais de Braskem, Aliansce, Engie, Eucatex, Movida, QGEP Participações, Randon, Santos Brasil, Sonae Sierra, T4F Entretenimento, Triunfo e Valid. 

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(Com Reuters e Bloomberg)