Petrobras aumenta o gás pela quarta vez em apenas dois meses

Publicado em 11/10/2017 por Jornal O Estado do Ceará

A Petrobras anunciou, ontem, o reajuste médio de 12,9% no preço do botijão de gás de até 13 quilos, que já está em vigor desde a zero hora de hoje. Segundo a estatal, a nova alta é devido à variação das cotações do produto no mercado internacional. Caso o reajuste seja integralmente repassado pelas distribuidoras e revendedoras, o preço ao consumidor final pode subir em média 5,1%, ou cerca de R$ 3,09 por botijão, estimou a Petrobras. Com o novo aumento, o preço do gás de cozinha (GLP), para uso residencial, nas refinarias, soma alta de 51,5% em 2017.

É a quarta alta consecutiva no preço do botijão de gás, acumulando um aumento de 44,8% nos últimos dois meses. Em junho, a Petrobras mudou a política de preços para o produto, que passou a ser reajustado com mais frequência. Desde agosto, houve altas de 6,9%, 12,2% e 6,9%. Segundo o levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do botijão comum, de 13 quilos, pago pelo consumidor, era de R$ 62,21 na última semana - sendo que os preços estão em alta há cinco semanas seguidas.

Fórmula
A nova política de preços para o gás de cozinha instituiu uma fórmula que considera as cotações europeias do butano e do propano - gases obtidos a partir do refino de petróleo que compõem a fórmula do gás liquefeito de petróleo (GLP, o nome técnico do gás de cozinha). Sobre esse valor, são aplicados uma margem de 5%. A estatal esclareceu que o reajuste atual não se aplica ao GLP destinado a uso industrial e comercial.
A decisão é explicada, principalmente, pela variação das cotações do produto nos mercados internacionais desde a última revisão de preços. A nova elevação foi tomada após uma análise realizada pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da companhia, com relação aos preços praticados no mercado internacional. O último reajuste havia sido praticado no dia 26 de setembro, quando a companhia elevou o valor do GLP destinado aos usos industrial e comercial, no percentual médio de 7,9%.