Petrobras notificada na Argentina por perda com Lava Jato, Via Varejo faz parceria e outras notícias

Publicado em 13/09/2018 por Yahoo Brasil

SÃO PAULO - Petrobras é acionada mais uma vez por perda de valor em ações por Operação Lava Jato, Via Varejo dá mais um passo para transformação digital e Minerva justifica necessidade de aumento de capital.

Confira os destaques corporativos desta quinta-feira (13):

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras foi notificada de demanda arbitral na Argentina. A entidade Consumidores Financieros Asociación Civil para su Defensa alega a responsabilidade da Petrobras por uma suposta perda de valor de mercado das ações da Petrobras na Argentina devido aos processos relacionados à Operação Lava Jato.

"A Petrobras considera que o pedido é improcedente em sua totalidade e apresentará defesa solicitando o indeferimento total da reclamação e o ressarcimento pelos custos incorridos em sua defesa", respondeu a empresa em comunicado. 

"Vale ressaltar que as autoridades brasileiras, inclusive o Supremo Tribunal Federal, reconhecem que a Petrobras tem sido vítima dos atos revelados pela Operação Lava Jato. Na condição de vítima, a companhia já recuperou cerca de R$ 2,5 bilhões e continuará buscando todas as medidas cabíveis contra as empresas e indivíduos que lhe causaram prejuízos", acrescentou.

Vale (VALE5) e Bradespar (BRAP4)

A Litel Participações informou que o prazo para cumprimento de decisão judicial que determina o depósito de cerca de R$ 4,5 bilhões para a Elétron foi prorrogado para 1º de outubro e que nenhum acordo foi fechado até o momento. A negociação é referente a uma disputa em que a Elétron, do empresário Daniel Dantas, demanda a indenização da Litel - que reúne participações de fundos de pensão na Vale - e da Bradespar

A Litel disse que o adiamento do prazo para cumprimento da ordem judicial tem o objetivo de dar continuidade às negociações em andamento e "discutir a melhor forma de cumprimento da decisão judicial".

Via Varejo (VVAR11)

A Via Varejo anunciou uma parceria com a AirFox Brasil, startup de tecnologia financeira, para desenvolver soluções de pagamentos móveis e banco digital. A iniciativa é estratégica para integração com meio de pagamentos, à medida que a solução oferece uma carteira digital, com diversas funcionalidades, como pagamento de carnê e transferências entre usuários.

"Apesar de vermos a iniciativa como positiva, as ações encontram-se pressionadas devido à preocupação em relação a uma potencial venda da participação dos controladores diretamente ao mercado e aversão ao risco Brasil", pondera a XP Research em relatório enviado a clientes. 

A novidade foi considerada "a primeira vez em muito tempo que a Via Varejo dá um passo à frente do Magazine Luiza" por analistas do Brasil Plural. 

JBS (JBSS3)

A JBS concluiu o pagamento antecipado de parcelas de R$ 2 bilhões de dívidas com bancos brasileiros que venceriam em 2019 e 2020. "Essa antecipação reflete a estratégia da companhia em reduzir seu endividamento e melhorar o perfil de sua dívida", disse a empresa sem nomear os bancos envolvidos. Em meados do ano passado, a JBS fechou acordos com vários bancos para estabilizar por 12 meses cerca de R$ 20,5 bilhões em dívidas.

BRF (BRFS3)

O Ministério Público Federal do Paraná quer discutir um acordo de leniência com a BRF e laboratórios investigados por alegadas irregularidades em controles sanitários dentro da operação Trapaça, da Polícia Federal, disse à Reuters a procuradora Lyana Helena Joppert Kalluf.

Minerva (BEEF3)

A Minerva informa que maior capital de giro e câmbio atrasaram desalavancagem. O nível de alavancagem atingiu o limite máximo aceitável pela companhia quando bateu 5 vezes, na relação calculada entre a dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), durante o segundo trimestre, segundo o diretor-presidente, Fernando Galletti de Queiroz.

O diretor financeiro da companhia, Edison Ticle, explicou que dois dos motivos que levaram ao aumento da alavancagem foram o elevado nível de investimento em capital de giro nas unidades da JBS Mercosul que foram compradas pela Minerva na Argentina, e a valorização do dólar ante o real, que inflou as dívidas em moeda estrangeira. 

A Minerva propôs nesta semana o aumento de capital de até R$ 1,059 bilhão, que prevê a subscrição de até 165 mil ações com preço de R$ 6,42 cada e os acionistas que participarem da operação receberão bônus que darão o direito de subscrever uma ação adicional. 

B3 (B3SA3)

O Carf adiou julgamento no qual a B3 é autuada no valor de R$ 2,5 bilhões devido à amortização fiscal de ágio em 2010 e 2011, segundo o Valor Econômico. Este ágio, consequência da incorporação da Bovespa Holding em 2008, gerou um benefício fiscal que, na visão do Carf, deveria ter sido descartado. Em seu Formulário de Referência, a companhia avalia a probabilidade de perda neste caso como "Remota" e declara não ter provisionado nenhum valor para esta eventualidade.?

Brasil Pharma (BPHA3)

A Brasil Pharma adiou a divulgação do resultado primeiro trimestral para 4 de outubro. Segundo informações do Valor Econômico, a empresa deve vender a rede Farmais, único ativo que resta.

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