Política

Publicado em 08/11/2018 por O Fluminense

Os 27 governadores eleitos e reeleitos vão se reunir na próxima quarta-feira, em Brasília, com o presidente eleito Jair Bolsonaro e o economista Paulo Guedes, que deve assumir o superministério da Economia (que agregará a Fazenda, o Planejamento e a Indústria e Comércio). Em pauta, as prioridades para os estados. 

O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que a proposta da reunião foi apresentada por ele durante encontro com Bolsonaro e Guedes, no gabinete de transição, no Centro Cultural de Brasília (CCBB). Segundo o tucano, a reunião conta também com o apoio dos governadores eleitos do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Doria disse ainda que é favorável à proposta de Guedes para ser adotado o Pacto Federativo sustentado pelo programa de desestatização, que engloba projetos de concessão, parceria público-privada e privatização. O tucano disse também que apoia a implementação de um programa de desburocratização e de medidas de segurança e combate à violência.

Para a reunião, na próxima semana, Doria disse que todos os governadores foram convidados e deve ocorrer no Centro Internacional de Convenções de Brasília. A proposta é que o encontro seja realizado pela manhã e ao final, o presidente eleito participe. 

Apoio - No encontro, o governador eleito de São Paulo reiterou que o partido apoiará as boas causas, iniciativas e programas do próximo governo. Ele disse que apoia a reforma da Previdência, ainda que em etapas, com a apreciação, inicialmente, do aumento da idade mínima para ter acesso ao benefício.

"Ele terá nosso apoio nas boas causas, propostas e iniciativas... No que for bom para o Brasil, o presidente terá o nosso apoio. O lado do PSDB de São Paulo é o lado do Brasil", afirmou.

Dória também manifestou otimismo com relação à possibilidade de atração de investimentos do exterior.

"Nossa posição é favorável à captação de recursos internacionais, tanto através do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), quanto do Banco Mundial, como também investidores internacionais para setores fundamentais da economia".