Reforma da Previdência

Publicado em 14/11/2017 por Jornal do Comércio - RS

Na avaliação do vice-líder do governo na Câmara, deputado federal gaúcho Darcísio Perondi (PMDB), a mudança de ministros "pode e não pode acontecer". E afirmou que "o presidente Michel (Temer, PMDB) está medindo bem qual a vantagem do voto para a Previdência. Ele vai pressionar com os partidos que estão pressionando. Reforma tem que dar voto, porque fazer reforma sem dar voto não adianta".
Ótimos ministros
Darcísio Perondi é favorável a que o PSDB continue, o partido tem ótimos ministros. "A posição é essa, mas agora a reforma da Previdência é o coração de todas as reformas, ele (Michel Temer) vai pedir, com a temperança que tem", disse o deputado. Na avaliação de Perondi, "a reforma da Previdência vai para votação na última semana de novembro, e na primeira de dezembro, com certeza".
Dificuldades para não votar
Para o parlamentar, o clima vem melhorando, e os deputados vão ter dificuldade para não votar. Por quê? "Porque nós tiramos a área rural, nós tiramos tudo do benefício continuado do idoso, segue como está; a rural continua como está; o tempo de contribuição, que seria 25 anos, ficou em 15. E a idade mínima de 53 e 55 anos, em 20 anos vai chegar a 60 anos; ficou bom, ficou bom demais. E a guerra vai ser contra a privilegiatura".
Pensões milionárias
"É aquilo que eu já disse", assinala Darcísio Perondi. "Ou nós vencemos a guerra contra as corporações públicas opulentas e egoístas, ou o Brasil afunda." Perguntado se os salários acima do teto constitucional estavam neste contexto, Perondi enfatizou: "sim, sim. E com isso, vai parar de promotor vir a se aposentar novinho e viver mais 30 anos recebendo R$ 35 mil por mês. Vão acabar as pensões milionárias". Segundo o vice-líder do governo, agora aquele deputado que não quiser votar a reforma "vai estar votando a favor dos privilégios".
Contra os bilionários
Na análise de Perondi, "o povo vai ver se o deputado é contra as políticas públicas, porque vai sobrar mais dinheiro. E se ele entende um pouco de economia, ele não pode ser contra a melhora do buraco fiscal; e vai demorar para consertar esse buraco fiscal. Então hoje o deputado vai ter extrema dificuldade, mas ele não sabe ainda, não chegou na conta dele, essa semana vai chegar. Agora será uma nova Previdência, para passar. A favor dos pobres e pequenos, e contra os bilionários da Previdência pública, que são 3%", concluiu Perondi.