Temer quer adiar reajuste para reforçar MEC e área social

Publicado em 09/08/2018 por Valor Online

Temer quer adiar reajuste para reforçar MEC e área social

O presidente Michel Temer vai avaliar a proposta de adiamento do reajuste dos servidores públicos civis para reforçar o orçamento do Ministério da Educação, área social e investimentos. A economia com o adiamento seria de R$ 6,9 bilhões. A proposta foi apresentada ontem pelo ministro do Planejamento, Esteves Colnago, ao presidente. Inicialmente, o Planejamento desejava postergar também o reajuste dos militares.

Até o dia 31 de agosto, o governo precisa encaminhar ao Congresso a proposta de Orçamento para 2019. Nem mesmo definiu os recursos que serão disponibilizados para cada pasta, já há uma forte pressão dos ministérios para não perder verba.

O caso mais recente foi o da Capes, que informou que, o corte do Orçamento, poderia levar a suspensão de 93 mil bolsas a partir de agosto do próximo ano.

Com o adiamento do reajuste dos servidores de 2019 para 2020, se a proposta for acatada por Temer, a Educação deverá receber o equivalente ao que conseguir economizar com o adiamento do aumento do funcionalismo. Esses trabalhadores teriam aumento de salário em julho do próximo ano. A maioria dos servidores públicos civis têm reajuste em janeiro. A economia vinda do adiamento do reajuste dos outros servidores seria distribuída pelas demais áreas sociais e para investimentos.

Além dessa reunião, Temer e membros da equipe econômica receberam o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Rodrigues Martins. Segundo Martins, o governo disse que vai "provocar" o Conselho Monetário Nacional (CMN) para que uma eventual antecipação na destinação de recursos para o setor de habitação possa valer ainda neste ano, e não apenas em 2019. "Isso seria bom para o setor, pois seria uma medida de efeito imediato", disse.