Valor Econômico

Publicado em 12/06/2018 por Valor Online

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“O mar lá fora não está para peixe”, comentou uma autoridade do governo. Começa a se formar uma forte impressão de que o crescimento mundial não será, este ano, tão alentador quanto se deseja. China, no centro das atenções, pode desacelerar a economia para um crescimento na casa dos 6%, 6,5%. Os preços das commodities metálicas caem. A desalavancagem do sistema bancário alternativo na China – responsável por cerca de 30% do total de crédito - pode não ser tão ordenada quanto se imagina e produzir um forte aperto do crédito naquele país. Especula-se que o Banco Central Europeu vai reduzir a taxa de juros na próxima semana, em um sinal de que as economias da Zona do Euro não estão em recuperação tão sólida quando se previa.  E o crescimento dos Estados Unidos não dará conta de sustentar o resto do mundo.  O mercado está, portanto, revendo as possibilidades do crescimento mundial e vislumbrando uma desinflação forte nas economias avançadas.