Volume de negociação recorde puxa receita e lucro da B3 no trimestre

Publicado em 10/08/2018 por Valor Online

Volume de negociação recorde puxa receita e lucro da B3 no trimestre

A alta volatilidade ajudou a bolsa a registrar recordes de volume de negociação no mercado à vista e de derivativos, o que puxou a receita e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da B3 no segundo trimestre para o maior patamar histórico.

A B3 registrou alta de receita de 28,4%, em comparação ao mesmo período do ano passado, e de 12,3% sobre o primeiro trimestre, para R$ 1,39 bilhão. O Ebitda recorrente cresceu 43,8% e o lucro líquido recorrente atingiu R$ 857,8 milhões, alta de 80,3% na comparação anual. O lucro atribuído aos acionistas aumentou 343,6%, para R$ 724,4 milhões. Em relação ao primeiro trimestre, o crescimento foi de 130,2%.

No segmento BM&F, o volume médio diário atingiu recorde histórico de 4,4 milhões de contratos, sendo 37,1% superior ao mesmo período de 2017. No segmento Bovespa, o volume financeiro médio diário negociado também teve recorde histórico de R$ 12,5 bilhões, alta de 47,3%.

"Esses recordes nos levaram ao nosso melhor trimestre em termos de receita e Ebitda", diz Gilson Finkelsztain, presidente da B3, em comunicado ao mercado. Na Cetip, a receita do segmento UTVM, que inclui derivativos de balcão e instrumentos de captação bancária, aumentou 8,8%. O segmento UFIN, que inclui os registros de gravames de veículos, cresceu 19,9%.

Além do aumento de receita com os volumes recordes, a B3 se beneficiou de redução de despesas. O montante de despesas ficou em R$ 531,6 milhões, queda de 20,9% na comparação anual e queda de 11,8% em relação ao primeiro trimestre. Durante o trimestre, a B3 investiu R$ 28,2 milhões, somando R$ 69,1 milhões no semestre.