Antônio Imbassahy

Publicado em 13/06/2018 por A Tarde - BA

Sáb , 19/07/2008 às 10:35

Rita Conrado, do A TARDE

Engenheiro por formação, o candidato da coligação “Pra Melhorar Salvador (PSDB-PPS)”, o ex-prefeito Antônio Imbassahy, aposta na sua experiência em administração e nas avaliações positivas do seu governo para postular, mais uma vez, o lugar de destaque no Palácio Thomé de Souza. Prefeito por oito anos de Salvador, deputado de 1991 a 1994 e governador interino por oito meses, Imbassahy pretende chegar à prefeitura, desta vez, sem vinculação com o “grupo carlista”, do qual se afastou em 2005 e sem o qual foi derrotado na disputa ao Senado, em 2006, perdendo a vaga para o ex-governador João Durval (PDT). Imbassahy foi avaliado por pesquisa de opinião pública do Instituto Datafolha como o melhor prefeito do Brasil por três vezes.

Naquele tempo, Salvador ganhava obras de urbanização conduzidas pelo então aliado governo estadual. Reconhecido como um bom administrador, o seu desafio atual é manter sua candidatura competitiva longe do “carlismo” e com seu partido, o PSDB, colocando-se, desde já, como anti-Lula no cenário nacional. O presidente Lula, pela alta taxa de aprovação, é o maior cabo eleitoral destas eleições. Antônio Imbassahy foi presidente da Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba) e da Empresa de Telefonia da Bahia (Telebahia).

Sob a orientação de ACM, foi deputado estadual de 1991 a 1994, exercendo a presidência da Assembléia Legislativa no biênio 1993-1994. Com o afastamento do governador ACMpara concorrer ao Senado, e do vice, Paulo Souto, que lançouse candidato a governador, assumiu o governo estadual entre 2 de maio de 1994 até 31 de dezembro do mesmo ano.

Crendenciado - O breve mandato de governador do Estado o credenciou, no grupo carlista, a disputar a prefeitura da capital. Governou Salvador por dois mandatos, sempre eleito no 1º turno. Mas, além das obras de urbanização e do crescimento do turismo, seu governo foi marcado por denúncias de mau uso de verbas publicitárias, incluindo a utilização do Diário Oficial para promoção pessoal, e de crises no setor de saúde, com acusações de ter destituído todo o Conselho Municipal de Saúde que não concordou com a prestação de contas feita por sua secretária Aldely Rocha. Imbassahy nega. “Não houve utilização do DO em momento algum.

As notícias tinham caráter jornalístico, divulgando ações da prefeitura. Houve uma interpretação equivocada”, disse. “No Conselho, foi feita uma readequação do número de conselheiros, que atendeu a uma norma do Ministério da Saúde”, afirmou. Em 2004, veio à tona o caso de extorsão feita pelo então vereador Maurício Trindade contra um empresário que fornecia leite para o município. “Todas as denúncias mereceram apuração.

O caso resultou numa ação penal contra o [hoje] deputado Trindade, já que os ministérios públicos estadual e federal não detectaram ilegalidades nos procedimentos”, disse, apresentando o relatório final da ação. Em 2005, sob rumores de desavenças com o senador ACM, Imbassahy filiou-se ao PSDB – adversário histórico dos pefelistas. Apesar dos excelentes índices de aprovação popular, não teve um bom desempenho na disputa pelo Senado, obtendo apenas a 3ª colocação, com 1.015.634 votos, 800 mil votos atrás do total de abstenções.

Reaparece, agora, como candidato a prefeito numa chapa que tem como vice Miguel Kertzman (PPS) e uma campanha eleitoral orientada pelo publicitário Duda Mendonça, responsável pela campanha do primeiro mandato de Lula. Sua expectativa é a repetição, nas urnas, dos bons índices de popularidade que tinha quando exerceu seus dois mandatos de prefeito.