Aprender novo idioma é sempre possível

Publicado em 13/11/2017 por Valor Online

Raphael Ruiz, do Mindset: desenvolvemos um programa extensivo de inglês para advogados, presencial ou on-line As escolas de línguas estão formatando cursos para executivos que ficaram para trás no processo de globalização do mercado. Ficar de fora de uma conversa em inglês significa perder oportunidades de trabalho e de galgar postos. Diante de um processo que caminha rapidamente, as escolas oferecem cursos para que executivos de meia idade utilizem o pouco tempo disponível para superar dificuldades de aprendizado que surgem com os anos. O aluno aprende na escola ou tem aulas "in company", sempre com apoio on-line. Para avançar mais rápido, as escolas formatam cursos para cada profissão. "Desenvolvemos um programa extensivo de inglês para advogados, com mais de cem horas, que pode ser presencial ou on-line assim como cursos para engenheiros, médicos, profissionais do mercado financeiros etc", diz Raphael Ruiz, CEO do Instituto Mindset. A escola, afirma, personaliza cursos para mais de 50 áreas. "A cada ano inserimos novas carreiras no nosso material didático. Também temos curso para expatriados, ensinando situações que ele terá que enfrentar para se inserir em uma cultura diferente". O Instituto Mindset começou com quatro alunos, em janeiro de 2011, voltado para personalização de programas e cursos de imersão intensivos. Hoje tem mais de três mil alunos em nove escolas e outras seis serão abertas no próximo ano. A maior parte dos alunos da Mindset é de CEOs e diretores de empresa. Outra parcela está na média gerência ou tem nível básico. O inglês é o idioma mais procurado, seguido de longe pelo espanhol, que fica com 8% dos alunos mas vem crescendo, diz Ruiz. De acordo com uma pesquisa da Catho, o domínio de um idioma estrangeiro pode elevar o contracheque do profissional em até 52%. Mas, no Brasil, apenas 5% da população fala uma segunda língua e menos de 3% têm fluência em inglês. Segundo a EF Education First, empresa mundial de intercâmbios, o Brasil ocupa a 41ª posição em um ranking de 70 países. As escolas de idiomas estão conscientes do mercado a ser explorado. Aline Galvão Ferreira, diretora executiva da Hippo Business, conta com 215 executivos matriculados entre 28 e 65 anos. "O objetivo é aperfeiçoar e modernizar o inglês, que mudou bastante nos últimos dez anos. A Hippo optou por aulas customizadas. É comum o aluno se preparar para fazer a apresentação de um novo produto nos Estados Unidos", afirma. São aulas formatadas para atender à necessidade de cada um. "Cerca de 90% deles ocupam cargos de gerente a CEO", diz. Dos 215 alunos da Hippo, cerca de 120 fazem duas horas de inglês uma vez por semana. "Um presidente de multinacional, nosso aluno, vem aqui duas vezes por semana apenas para aprimorar a pronúncia", afirma. A segunda língua mais procurada na Hippo é o espanhol. "Cerca de 90% desses executivos falam inglês fluentemente e optam por aprender espanhol para enriquecer o currículo", afirma. Silvia Helena Reis Demétrio Corrêa, diretora acadêmica da Alumni, diz que a escola reúne quatro mil alunos, mais da metade entre 30 e 45 anos. "São profissionais já colocados no mercado, que não tiveram oportunidade de aprender inglês e que agora precisam dominar o idioma com uma certa urgência para se manterem no trabalho ou serem promovidos", afirma. Esse tipo de demanda tem cerca de sete anos e tem crescido a cada ano na Alumni, diz. Para facilitar a vida desses executivos, a escola firmou parcerias com empresas e as aulas são ministradas após o trabalho, na própria companhia. "O curso conta com aulas presenciais e on-line, com carga horária de 57 horas, em uma linguagem corporativa". A Nativ Inglês, fundada pelo americano Daniel Casten, tem 90 alunos de faixa etária entre 20 e 50 anos. "Mais de 40% são executivos, de diretores financeiros a CEOs. E há aqueles que não são executivos, mas buscam o inglês para se inserir no mercado de trabalho", afirma. Os cursos são personalizados.