O eleitor é um agente político

Publicado em 16/04/2018 por Jornal do Comércio - RS

A realidade política do País mudou, e a forma que os candidatos devem se apresentar à sociedade no processo eleitoral precisa evoluir. Inevitável, pois, com o desgaste de algumas figuras e o surgimento de novas demandas, as plataformas políticas buscam novos representantes. Mas qual mudança coube aos eleitores?
Nesse limbo, entre a necessidade emergente de mudanças e a ausência de figuras representativas na sociedade, surgem formas inovadoras de pensar a política, com participação e renovação. Aos movimentos sociais, coube atuar nessa seara, reunir parcela do eleitorado das mais diversas regiões e áreas de atuação, para conscientizar a população de que cada um de nós precisa ser um agente da transformação.
Nos últimos meses, alguns grupos estão atuando de forma significativa em diversos núcleos da sociedade, buscando pessoas que estejam dispostas a se capacitar e se apresentar como alternativa política. Fornecem formação, auxiliam a montagem de estruturas e apresentam à população alguns candidatos.
A contrapartida deve ser o compromisso com o bem comum e a transparência. Como exemplos: Renovabr, Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS), Agora, Acredito, MBL (Movimento Brasil Livre), entre tantos que buscam a renovação política do País. Mas não é importante apenas a participação de novos agentes políticos, é preciso que aquele eleitor, aquele que não será candidato, participe ativamente. Que fique atento aos fatores externos, analise conscientemente as propostas e se os candidatos representam as necessidades da sociedade ou apenas seus interesses pessoais. Desperte a consciência coletiva no próximo, questione a si e aos demais, fomente o debate político, se insira no problema e busque soluções. Tudo isso é nosso papel enquanto eleitor. E reflita, sempre, que suas ações impactam a vida das pessoas ao seu redor. Por qual motivo não impactar politicamente?
Advogado, escoteiro e ativista social