Estudantes de Jacobina desenvolvem projeto sobre a cultura dos Kiriri

Publicado em 08/08/2018 por A Tarde - BA

Da Redação Qua , 08/08/2018 às 09:20

Estudantes de Jacobina desenvolvem projeto sobre a cultura dos Kiriri

A ideia é reconhecer e valorizar a cultura dos povos indígenas Kiriri que vivem na comunidade de Pontilhão da Canavieira, em Jacobina - Foto: Divulgação A ideia é reconhecer e valorizar a cultura dos povos indígenas Kiriri que vivem na comunidade de Pontilhão da Canavieira, em Jacobina

Estudantes do curso técnico em Comércio, do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) em Gestão e Negócio do Centro Baiano Professora Felicidade de Jesus Magalhães, desenvolveram uma pesquisa de campo com o objetivo de reconhecer e valorizar a cultura dos povos indígenas Kiriri que vivem na comunidade de Pontilhão da Canavieira, em Jacobina. A atividade contou com visitas à comunidade, entrevistas e feira escolar sobre a temática.

Na comunidade visitada, as alunas Carla Silva Santos e Gabriela Jesus dos Santos fizeram uma imersão na história e na cultura dos povos indígenas Kiriri. Através de entrevistas com os indígenas, foi feito um levantamento de informações para a descrição do perfil da comunidade indígena, tendo em vista seus costumes tradicionais e saberes locais. A partir disso, as estudantes complementaram as informações adquiridas em textos pesquisados.“Foi uma experiência nova e prazerosa realizar uma pesquisa científica. Percebemos que os povos indígenas, colaboradores da nossa diversidade cultural, necessitam ser valorizados, pois eles permanecem no cotidiano da nossa cidade, especificamente, na comunidade do Pontilhão da Canavieira”, contou Gabriela.

A professora e orientadora Sabrina Lima relatou a importância de um projeto que busca a divulgação e valorização da cultura dos povos Kiriri. “Muitas pessoas compram produtos artesanais na feira livre, mas não sabem a procedência, ou seja, que são confeccionados por povos indígenas Kiriri. Desta forma, socializamos as informações em algumas escolas da nossa cidade, através de palestras e oficinas, para a sociedade conhecer a cultura e, também, para avançar no processo de reconhecimento de povos que são discriminados e que colaboram ricamente com a nossa diversidade cultural e necessitam ser valorizados”.