Gartner afirma que empresas avançam devagar em dados e análises

Publicado em 09/02/2018 por IP NEWS

Apenas 9* das empresas estão no nível mais avançado no uso da tecnologia. Problemas na eficiência do processo são os principais desafios na área.

De acordo com nova pesquisa do Gartner, realizada com 196 organizações de todas às regiões do mundo (exceto América Latina), aponta que 91% delas ainda não alcançaram o nível "transformacional" na maturidade de dados e análises (D&A), apesar de ser área prioritária de investimento para os CIOs nos últimos anos.

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A consultoria diz que a maioria das empresas estão melhorando os dados e análise, mas ainda não alcançaram o último nível que estabelece que D&A é a estratégia central de negócios. Nesse patamar, explica o Gartner, as companhias contam com maior agilidade, integração entre parceiros e fornecedores, e uso mais fácil de análises preditivas.

A pesquisa dividiu o uso de D&A em cinco níveis, sendo o transformacional o último. Dos entrevistados, 26% se colocam nos dois primeiros índices, onde os dados são apenas usados, ao invés de não explorados, e há gargalos na gerência de D&A, no primeiro nível. No segundo, o progresso é dificultado pela cultura da empresa e sua liderança e a TI ainda se esforça para formalizar informações para disponibilizar requisitos.

A maioria dos entrevistados (34%) se colocou no nível três, onde diferentes tipos de conteúdo passam a ser tratados de formas diferentes, a estratégia já se forma e a agilidade aumenta. Outros 31% se colocam no quarto nível, passando a utilizar as melhores práticas e o D&A passar a ser indispensável para a inovação do negócio.

Melhorar a eficiência do processo foi um dos três principais problemas de negócios para mais da metade dos entrevistados (54%). Melhorar a experiência do cliente e o desenvolvimento de novos produtos foram os seguintes, com 31% dos respondentes listando cada questão.

A pesquisa também revelou que, apesar de dar muita atenção em formas avançadas de análise, 64% das organizações ainda consideram o relatório corporativo e os painéis das suas aplicações mais críticas como fonte de D&A. Da mesma forma, fontes de dados tradicionais, como dados transacionais e registros também continuam a dominar, embora 46% também utilizam de dados externos.

Segundo os analistas da consultoria, as formas tradicionais de análise e inteligência de negócio devem continuar sendo cruciais para o planejamento das empresas e não deve mudar tão cedo. Isso porque há problemas com a definição de estratégia de dados e análise, orçamento de projetos e problemas de risco e governança. Os desafios devem ser superados conforme o avanço da maturidade em D&A, diz o Gartner.

Em termos de infraestrutura, as implantações locais ainda dominam globalmente, variando de 43% a 51% dos projetos, dependendo do caso de uso. As implementações de nuvem pública variam de 21% a 25%, enquanto os ambientes híbridos compõem entre 26% a 32%. A transição para a nuvem deve acontecer, mas será feita ao longo de vários anos, de acordo com a consultoria.