Janeiro Branco

Publicado em 13/01/2018 por O Estado do Maranhão

Janeiro Branco

A Campanha Janeiro Branco pode ajudar o mundo a ser um lugar melhor. Afinal, trata-se de uma campanha dedicada a convidar as pessoas a pensarem sobre o sentido e o propósito das suas vidas, a qualidade dos seus relacionamentos e o quanto elas conhecem sobre si mesmas, suas emoções, seus pensamentos e os seus comportamentos.
A proposta da Campanha Janeiro Branco, que nasceu em Uberlândia (MG), é uma proposta transdiciplinar. E não poderia ser diferente.
A campanha, apesar de ter nascido pelas mãos de psicólogos(as) e possuir o espírito da Psicologia, tem por objetivo conscientizar todas as pessoas do mundo a refletirem sobre as suas saúdes mentais, condições emocionais de vida, qualidade de vida e qualidade de relacionamentos na vida.
A partir dos anos 2000, a Organização Mundial
de Saúde (OMS) vem, insistentemente, alertando
a humanidade quanto ao crescimento vertiginoso das taxas de suicídio, depressão e ansiedade em
todo o mundo.
Trata-se, em verdade, de uma campanha dedicada a mostrar às pessoas - e à sociedade - que os seres humanos são seres de conteúdos psicológicos e subjetivos, que suas vidas, necessariamente, são estruturadas em torno de questões mentais, sentimentais, emocionais, relacionais e comportamentais, sendo, portanto, imperioso e necessário, que a subjetividade humana possua lugar de destaque em nossa cultura e em nossos cotidianos, sob pena de sermos vítimas de nós mesmos e de quem despreza as próprias necessidades psicológicas e as necessidades psicológicas alheias.
Trata-se, ainda, de uma campanha pensada, planejada e projetada para a promoção de Saúde Emocional nas vidas de todos os indivíduos que compõe a humanidade, buscando estratégias políticas, sociais e culturais para que o adoecimento emocional seja prevenido, conhecido e combatido em todos os campos, esferas, dimensões e espaços em que o humano se faz presente.
E está dando certo, uma vez que, por meio do Janeiro Branco em todo o Brasil e em outras regiões do planeta, cidadãos, psicólogos e demais profissionais (da saúde ou não), estão se mobilizando para levar essas mensagens aos indivíduos e às instituições às quais esses mesmos indivíduos encontram-se entrelaçados: quem cuida da mente, cuida da vida; quem cuida das emoções, cuida da humanidade; quem cuida de si, já cuida do outro; sem psicoeducação não haverá solução; autoconhecimento: isso também tem a ver com
a sua saúde mental; o que você não resolve
em sua mente, o corpo transforma em doença e várias outras orientações, dicas e reflexões que têm o poder de chamar a atenção de todos para os cuidados consigo e com os outros.
O mundo tem pedido isso e nós, psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais e demais cidadãos brasileiros envolvidos pelo Janeiro Branco, nos propusemos a atender a esse chamado e a esse pedido de ajuda por parte da humanidade.
Porque há sofrimentos que podem ser prevenidos. Dores que podem ser evitadas. Violências que podem ser impedidas, cuidadas ou reparadas. Exemplos que podem ser partilhados. Ensinamentos que podem ser difundidos em nome de povos mais saudáveis e mais bem resolvidos em termos emocionais.
Vejamos, então. Do latim januarius (também chamado principium deorum), janeiro tem esse nome em referência ao deus Jano, considerado pelos romanos o "deus dos princípios", o que "abria o ano", o "porteiro do céu" (janua: porta), para o qual era oferecido o primeiro sacrifício do ano. Além disso, a representação artística de Jano sempre o mostra com duas faces - uma virada para trás, outra virada para frente. Janeiro, desde o primeiro dos primeiros janeiros, carrega, em si, a simbologia daquilo que precisa (ou pede) para ser iniciado - mesmo que reiniciado

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