Paraná tem 5% de vagas não preenchidas no Mais Médicos

Publicado em 16/05/2018 por Folha de Londrina

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A falta de médicos nos postos de saúde é uma realidade comum a vários municípios brasileiros. Para amenizar o problema, o governo federal lançou, há cinco anos, o programa Mais Médicos. Porém, no Paraná, 56 postos do programa não estão preenchidos. Das 1.027 vagas disponíveis, apenas 971 estão lotadas com um profissional, segundo dados da Sage (Sala de Apoio à Gestão Estratégica do Ministério da Saúde). De acordo com os municípios, a rotatividade dos médicos e a burocracia em atender os editais causa o deficit que chega a 5% do total das vagas no Paraná.

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Londrina possui 36 vagas autorizadas para o Mais Médicos, enquanto somente 29 profissionais estão em atividade. Valéria Barbosa, diretora de atenção primária da Secretaria Municipal de Saúde, argumenta que há "inconformidade" entre os dados da Sage e o que foi disponibilizado para Londrina. Pelo cadastro da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), Londrina tem 33 vagas disponíveis pelo programa, o que diverge do sistema digital de gestão de informações do Ministério da Saúde.

Barbosa conta que hoje há 29 médicos atendendo na cidade porque quatro deixaram o programa para fazer residência. Para ela, não foi possível repor os médicos porque "o edital do Mais Médicos já estava em andamento". "Quando o último edital foi lançado não tínhamos nenhuma vaga, porque tínhamos 33 médicos em exercício. Agora temos que aguardar a próxima convocação para repor os quatro que saíram", expõe.



BUROCRACIA
Em Curitiba, a Sage aponta que de 53 vagas disponíveis para a cidade, somente 44 são usadas. Para a Secretaria da Saúde de Curitiba, "todas as vezes em que o Ministério da Saúde abre um novo edital de seleção para o Programa Mais Médicos todas as vagas autorizadas para Curitiba são disponibilizadas e preenchidas".

A Secretaria ainda respondeu, por meio da assessoria, que "após ingressar no programa alguns profissionais podem sair por vários motivos como residência médica, conclusão de projeto ou mesmo encerramento de missão (no caso dos médicos cubanos). Para recompor o quadro com as vagas remanescentes, o município precisa aguardar até o momento em que o Ministério da Saúde abre um novo edital do programa". O último edital do Ministério da Saúde é de 27 de novembro de 2017.

Valéria Barbosa relata situação parecida em Londrina. "Todas as vezes que abriram vagas para o programa, aceitamos todas", argumenta a diretora responsável pelo Mais Médicos em Londrina. Barbosa disse ainda que a secretaria checará com a coordenadora do Ministério da Saúde em Londrina o motivo de todas as 36 vagas não estarem disponíveis para a cidade. "Três médicos fazem bastante diferença e nos ajudaria muito", alega.

Liliana Barros, referência central do programa Mais Médicos no Ministério da Saúde, contextualiza que é comum que médicos deixem o programa para fazer residência e os municípios nessa situação têm que esperar o próximo edital. Liliana não soube responder à FOLHA o motivo do sistema disponibilizar 36 vagas e Londrina ter ciência de teto de 33 vagas. Uma situação estranha também acontece com Ponta Grossa: o sistema aponta 60 vagas disponíveis e 63 médicos ativos. Barros disse que, em sua planilha, constava 65 vagas como teto para a cidade.

Maurício Coelho, coordenador geral de Gestão da Informação Estratégica do Ministério da Saúde, explica que a Sage puxa automaticamente painéis de dados dos municípios e unidades federativas para as planilhas do site. "O sistema busca dados das áreas analíticas do programa Mais Médicos. Pode ser que haja incompatibilidade com o que tem sido atualizado pelo Mais Médicos, o que leva a essa discordância de dados no site", supõe.

Outras cidades também estão com a equipe defasada. É o caso de Maringá (25 vagas e 23 médicos), Guarapuava (18 vagas e 16 médicos), Colombo (22 vagas e 17 médicos). O caso mais grave é o de Paranaguá, onde apenas três das dez vagas previstas estão ocupadas. A Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) argumenta que "apenas recepciona" os profissionais do Mais Médicos. Segundo a pasta, os protocolos de contratação são acordados entre o Ministério da Saúde e municípios.

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informa que o Programa Mais Médicos conta com mais de 18 mil vagas em mais de 4 mil municípios de todo o país e os 34 distritos indígenas. Segundo o ministério, o número de médicos em atividade no programa é dinâmico e varia constantemente, conforme a saída e reposição de profissionais e o encerramento de contratos. "As vagas em aberto são repostas periodicamente, por meio de editais que são lançados apenas para as reposições de saídas de profissionais, sendo que o número de vagas se mantém fixo."

A falta de médicos nos postos de saúde é uma realidade comum a vários municípios brasileiros. Para amenizar o problema, o governo federal lançou, há cinco anos, o programa Mais Médicos. Porém, no Paraná, 56 postos do programa não estão preenchidos. Das 1.027 vagas disponíveis, apenas 971 estão lotadas com um profissional, segundo dados da Sage (Sala de Apoio à Gestão Estratégica do Ministério da Saúde). De acordo com os municípios, a rotatividade dos médicos e a burocracia em atender os editais causa o deficit que chega a 5% do total das vagas no Paraná.Londrina possui 36 vagas autorizadas para o Mais Médicos, enquanto somente 29 profissionais estão em atividade. Valéria Barbosa, diretora de atenção primária da Secretaria Municipal de Saúde, argumenta que há "inconformidade" entre os dados da Sage e o que foi disponibilizado para Londrina. Pelo cadastro da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), Londrina tem 33 vagas disponíveis pelo programa, o que diverge do sistema digital de gestão de informações do Ministério da Saúde.Barbosa conta que hoje há 29 médicos atendendo na cidade porque quatro deixaram o programa para fazer residência. Para ela, não foi possível repor os médicos porque "o edital do Mais Médicos já estava em andamento". "Quando o último edital foi lançado não tínhamos nenhuma vaga, porque tínhamos 33 médicos em exercício. Agora temos que aguardar a próxima convocação para repor os quatro que saíram", expõe.Em Curitiba, a Sage aponta que de 53 vagas disponíveis para a cidade, somente 44 são usadas. Para a Secretaria da Saúde de Curitiba, "todas as vezes em que o Ministério da Saúde abre um novo edital de seleção para o Programa Mais Médicos todas as vagas autorizadas para Curitiba são disponibilizadas e preenchidas".A Secretaria ainda respondeu, por meio da assessoria, que "após ingressar no programa alguns profissionais podem sair por vários motivos como residência médica, conclusão de projeto ou mesmo encerramento de missão (no caso dos médicos cubanos). Para recompor o quadro com as vagas remanescentes, o município precisa aguardar até o momento em que o Ministério da Saúde abre um novo edital do programa". O último edital do Ministério da Saúde é de 27 de novembro de 2017.Valéria Barbosa relata situação parecida em Londrina. "Todas as vezes que abriram vagas para o programa, aceitamos todas", argumenta a diretora responsável pelo Mais Médicos em Londrina. Barbosa disse ainda que a secretaria checará com a coordenadora do Ministério da Saúde em Londrina o motivo de todas as 36 vagas não estarem disponíveis para a cidade. "Três médicos fazem bastante diferença e nos ajudaria muito", alega.Liliana Barros, referência central do programa Mais Médicos no Ministério da Saúde, contextualiza que é comum que médicos deixem o programa para fazer residência e os municípios nessa situação têm que esperar o próximo edital. Liliana não soube responder à FOLHA o motivo do sistema disponibilizar 36 vagas e Londrina ter ciência de teto de 33 vagas. Uma situação estranha também acontece com Ponta Grossa: o sistema aponta 60 vagas disponíveis e 63 médicos ativos. Barros disse que, em sua planilha, constava 65 vagas como teto para a cidade.Maurício Coelho, coordenador geral de Gestão da Informação Estratégica do Ministério da Saúde, explica que a Sage puxa automaticamente painéis de dados dos municípios e unidades federativas para as planilhas do site. "O sistema busca dados das áreas analíticas do programa Mais Médicos. Pode ser que haja incompatibilidade com o que tem sido atualizado pelo Mais Médicos, o que leva a essa discordância de dados no site", supõe.Outras cidades também estão com a equipe defasada. É o caso de Maringá (25 vagas e 23 médicos), Guarapuava (18 vagas e 16 médicos), Colombo (22 vagas e 17 médicos). O caso mais grave é o de Paranaguá, onde apenas três das dez vagas previstas estão ocupadas. A Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) argumenta que "apenas recepciona" os profissionais do Mais Médicos. Segundo a pasta, os protocolos de contratação são acordados entre o Ministério da Saúde e municípios.Por meio de nota, o Ministério da Saúde informa que o Programa Mais Médicos conta com mais de 18 mil vagas em mais de 4 mil municípios de todo o país e os 34 distritos indígenas. Segundo o ministério, o número de médicos em atividade no programa é dinâmico e varia constantemente, conforme a saída e reposição de profissionais e o encerramento de contratos. "As vagas em aberto são repostas periodicamente, por meio de editais que são lançados apenas para as reposições de saídas de profissionais, sendo que o número de vagas se mantém fixo."