PF faz operação para prender deputados estaduais do Rio ligados ao esquema Cabral

Publicado em 08/11/2018 por Yahoo Brasil

A Polícia Federal e procuradores da República estão nas ruas nesta quinta-feira (8) para cumprir 22 mandados de prisão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) - dez deles contra deputados estaduais do Rio de Janeiro. As informações são do jornal O Globo.

A operação, batizada de Furna de Onça, mira esquema de compra de votos com dinheiro de propina e distribuição de cargos iniciado no primeiro governo de Sérgio Cabral (MDB), em 2007, e mantido até hoje, segundo as investigações. O ex-governador está preso há quase dois anos. 

O nome da operação faz alusão a uma pequena sala, nos fundos do plenário do Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), onde os deputados se reúnem para conversas reservadas antes e durante as votações.

Ainda segundo O Globo, os desembargadores aprovaram as prisões temporárias dos deputados André Corrêa (DEM), Coronel Jairo (Solidariedade), Luiz Martins (PDT), Chiquinho da Mangueira (PSC), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante) e Marcos Vinícius Vasconcelos Ferreira, o Neskau (PTB).

Também foram aprovadas as prisões preventivas dos deputados Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Mello, todos do MDB, que já se encontram presos desde novembro do ano passado, por causa da operação Cadeia Velha. Picciani vai continuar em prisão domiciliar, favorecido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

PROPINA

A nova investigação sobre a Alerj tem como uma de suas bases a delação premiada do economista Carlos Miranda, espécie de gerente da propina arrecadada por Cabral. Ele era o responsável por administrar todos os recursos ilegais obtidos pelo emedebista.

De acordo com as investigações, em troca de propina mensal, que variava de R$ 20 mil a R$ 100 mil e cargos, os deputados votavam a favor dos interesses de Cabral e Picciani.

Ainda segundo O Globo, entre os outros 12 mandados de prisão temporária, encontram-se o atual presidente do Detran, Leonardo Silva Jacob, e o secretário estadual do governo Luiz Fernando Pezão, Affonso Monnerat, ambos envolvidos na chamada farra de cargos do Detran. Por determinação do tribunal, serão  cumpridas ainda buscas e apreensões em mais de 40 endereços. (Com Folhapress).