Sinalização de trégua na guerra comercial faz Bolsa subir e dólar recuar

Publicado em 03/12/2018 por Terra

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores local, abriu em alta e, de largada, galgou os 91 mil pontos -tocando a máxima intraday de 91.242,22 pontos. A disposição dos investidores ao risco vai em linha com os mercados acionários no exterior, que operam otimistas após a sinalização de trégua da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Já o dólar opera em baixa ante o real, contagiado pelo apetite por ativos de risco no exterior.

Às 11h15, o Ibovespa avançava 1,75%, aos 91.072 pontos. Já o dólar operava em queda de 0,82%, cotado aos R$ 3,82. Os destaques de alta do pregão são os papéis da Vale, que se valorizavam 4,17%, no mesmo horário. Ações da Petrobrás (ON) subiam 3,77% e 3,73% (PN).

A semana no mercado acionário inicia no modo otimista depois que, no fim da reunião do G-20, os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, resolveram levantar a bandeira branca na guerra comercial por ao menos 90 dias. Depois que, na semana passada, o Federal Reserve (Fed) afastou a possibilidade de um aperto maior em sua política monetária, os investidores esperavam apenas o desfecho dessa negociação entre Washington e Pequim para fazer o índice "andar".

Antes mesmo da abertura da sessão de negócios, no exterior, subiam forte os papéis da Petrobrás e da Vale negociados em Nova York - os American Depositary Receipt (ADRs) - assim como o principal fundo de índice (ETF) de papéis brasileiros negociados em Nova York.

No contraponto à euforia sobre o acordo entre EUA e China, já há algum ceticismo, como a da análise do Rabobank chama a trégua na batalha comercial de movimento "empurrar com a barriga". "No geral, isso poderia ser uma trégua para um rearmamento e redistribuição, não um armistício em direção à paz duradoura", diz estrategista sênior da APAC Michael Every.

De acordo com os analistas da LCA Consultores, ajuda ainda na disposição ao risco dos investidores no pregão de hoje a possibilidade de os países que fazem parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) tomarem ações que detenham o movimento de queda do petróleo.

No plano local, atenção dos investidores ainda para os desdobramentos das negociações para a apreciação pelo Senado do novo acordo de cessão onerosa.

Estadão Conteúdo

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