Alckmin reafirma apoio à votação da reforma da Previdência em 2018

Publicado em 12/01/2018 por Valor Online

O governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), discordou ontem de seu conselheiro, o empresário e economista Roberto Giannetti da Fonseca, sobre a ideia de deixar para 2019 a votação da reforma da Previdência. "Eu discordo. Entendo que a reforma deve ser votada neste ano, de preferência no começo do ano, em fevereiro", disse Alckmin. Giannetti tem conversado semanalmente com o governador, cotado no PSDB para concorrer ao Palácio do Planalto. O economista deve colaborar na elaboração do programa de governo do tucano. Em entrevista ao Valor, Giannetti afirmou que, a esta altura, seria preferível deixar que o novo governo instalado em 2019, com cacife eleitoral restabelecido, propusesse a reforma da Previdência. "O risco, com uma aprovação agora, é de os meios políticos darem uma relaxada. Essa reforma se faz com o capital político de um mandato novo, nos seis primeiros meses, quando o poder de mobilização do presidente é maior", declarou o economista. Alckmin, no entanto, disse que a executiva nacional do PSDB já fechou questão, por unanimidade, pela mudança de regra na concessão das aposentadorias. "Nossa proposta é favorável à reforma da Previdência e sua votação agora no início do ano", reforçou o presidenciável. Alckmin afirmou que não considera justo o sistema atual ao lembrar que a média de aposentadoria no setor privado no ano passado foi de R$ 1.191, enquanto no setor público há casos que chegam a quase R$ 40 mil. "Não é justo isso. Por isso defendemos o Regime Geral de Previdência". Ao defender a aprovação da reforma da Previdência em fevereiro, Alckmin retribui o aceno do presidente Michel Temer (MDB), principal entusiasta da votação do texto neste ano, que em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", fez elogios ao tucano ao afirmar que o governador paulista preenche os requisitos de "serenidade e segurança" esperado pelos brasileiros.