Aplicação de regra para agilizar importação de remédios falha

Publicado em 12/07/2018 por Folha de S. Paulo Online

Uma medida publicada pela Anvisa (vigilância sanitária) para tentar agilizar a importação de medicamentos e produtos submetidos à inspeção tem causado atrasos, segundo entidades do setor de saúde.

Entre as mudanças instituídas estão a redução da burocracia e do número de documentos para que uma carga seja desembaraçada.

Em alguns casos, liberações que levavam 10 dias passaram a demorar 30, segundo entidade -

Lucas Lacaz Ruiz - 11.abr.17/Folhapress

Em alguns casos, porém, liberações que levavam 10 dias passaram a demorar 30, de acordo com a Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa).

“A resolução será ótima quando conseguirem implantar tudo, mas ela ainda depende de várias adaptações, principalmente nos sistemas que liberam as importações”, diz Pedro Bernardo, presidente-executivo da entidade.

Além de atrapalhar o planejamento, os atrasos exigem que companhias armazenem produtos por mais tempo, o que aumenta os custos, sobretudo com medicamentos biológicos, que requerem cuidados especiais, afirma.

“No caso específico de medicina diagnóstica, passou a ser necessário colocar na licença a data de fabricação e o prazo de validade”, diz Carlos Eduardo Gouvêa, presidente-executivo da CBDL (do setor).

O segmento costuma importar kits com vários medicamentos e reagentes. Cada componente tem um prazo distinto, e o sistema passou a classificar as diferenças como inconsistências, mesmo que não haja irregularidades.

“Chegamos a ter destruição e interdição de cargas. A situação foi amenizada, agora só estão sendo feitas muitas exigências, o que aumenta o prazo de armazenagem.”

As entidades afirmam que têm dialogado com a agência e preveem um desfecho positivo. Procurada, a Anvisa não se manifestou.

 

Desligamento por acordo enfrenta receio inicial de empregadores

O distrato para terminar um vínculo empregatício, uma das novidades da reforma trabalhista, representa 1% de todos os desligamentos em 2018, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.

Foram 61 mil pessoas que firmaram o acordo entre janeiro e maio deste ano.

Por ele, o empregador paga metade da multa pelo fim do contrato, e o trabalhador pode retirar 80% do saldo do FGTS. Ele fica impedido de receber seguro-desemprego.

“As empresas perceberam aumento significativo dos pedidos por distratos, mas têm sido criteriosas para aceitar”, diz Luiz Góis, sócio do BMA.

Há dúvidas a respeito de como o tema será tratado pela Justiça, e até que sejam tomadas decisões de tribunais superiores, os empregadores terão receio em usar o acordo.

A cautela é natural, diz Flavio Pires, do Siqueira Castro, mas um desligamento que não fosse um “tudo ou nada” era uma necessidade e, em algum momento, vai pegar.

“Em um mercado de trabalho pujante haverá uma corrida para essa modalidade.”

Era preciso criar uma solução, mas veio em um momento de desemprego em alta, diz Patricia Pelatieri, coordenadora do Dieese (departamento intersindical de estudos).

“Ele beneficia mais os empregadores, nesse momento.”

 

Panorama ensolarado

A potência instalada em sistemas de energia solar em pequena escala no país chegou a 303 megawatts em junho, segundo a Absolar (associação do setor). A capacidade cresceu 66% em seis meses.

O valor leva em conta geração de energia em residências, empresas e prédios públicos —fazendas solares não entram no cálculo.

O ritmo de alta superou a expectativa do segmento, que projetava que o país teria 330 megawatts instalados em dezembro.

“Achávamos que cresceríamos 150 megawatts no ano e conseguimos dois terços disso em um semestre. Há espaço para expandir: menos de 1% da matriz energética é solar”, diz o presidente da entidade, Rodrigo Sauaia.

A alta das tarifas de energia influenciou o indicador, diz ele. O investimento necessário para bater a meta inicial foi calculado em R$ 220 milhões.

A trajetória do dólar, contudo, tem pressionado fabricantes nacionais e pode mitigar a alta, já que a maioria dos equipamentos e painéis é importada.

 

Escritório digital

A Gimba, empresa varejista de materiais de escritório, vai reformular seu sistema de gestão empresarial e fazer investimentos em tecnologia para sua plataforma de ecommerce.

Ao todo, os aportes serão de R$ 16 milhões. Os recursos são todos próprios.

“A maioria de nossas vendas é corporativa e temos buscado digitalizar todas as transações”, afirma o diretor comercial da marca, Amauri Gennari.

A projeção da empresa é  crescer 18% em faturamento neste ano. A companhia estuda, ainda, fazer aquisições. “Temos conversas com marcas menores.”

R$ 245 milhões
foi a receita em 2017

590
são os funcionários

 

Quase lá

A maioria (88%) dos brasileiros que estão prestes a se aposentar tentam reduzir gastos antes do momento em que deixam o mercado de trabalho, aponta o SPC Brasil.

O principal item cortado são as idas a restaurantes.

Homens fazem isso com menos intensidade —14% não se esforçam para economizar, o dobro da porcentagem de mulheres que não fazem nada.

Há variações de acordo com a classe social: um quinto dos membros do segmento A e B não se preocupa em poupar antes da aposentadoria. 

 

Mãos... O nível de emprego na construção civil cresceu 0,17% em maio, na comparação com o mês anterior, segundo o Sinduscon-SP (sindicato paulista do setor) e a Fundação Getulio Vargas. Foram 3.865 contratados.

...à obra A área que mais cresceu é a infraestrutura (0,8%). A melhora, porém, não é sinal de retomada, segundo a entidade. Houve queda de 2,08% em relação a maio de 2017 e o estoque de trabalhadores está no nível de 2009. 

Pressa A CNI (confederação da indústria) e sua equivalente alemã enviaram uma carta ao presidente Temer pedindo “um grande salto” nas negociações entre União Europeia e Mercosul nesta semana.

 

com Felipe Gutierrez (interino), Igor Utsumi e Ivan Martínez-Vargas