Árbitro anula gol legal do Palmeiras. E dá a vitória ao Cruzeiro

Publicado em 13/09/2018 por Portal R7

Árbitro anula gol legal do Palmeiras. E dá a vitória ao Cruzeiro Gol de Antônio Carlos, aos 52 minutos do segundo tempo empataria a partida da semifinal da Copa do Brasil. Juiz desprezou o VAR

Decisão equivocada de Wagner Reway deu a vitória ao Cruzeiro

Decisão equivocada de Wagner Reway deu a vitória ao Cruzeiro

Reprodução Sportv

São Paulo, Brasil

Wagner Reway fazia uma partida excelente. Conseguia controlar palmeirenses e cruzeirenses em um jogo eletrizante.

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Que valia muito. Semifinal da milionária Copa do Brasil. O time de Mano Menezes, eficiente na marcação e objetivo no ataque, vencia a milionária e competitiva equipe de Felipão. 

Era tática misturada com coração, raça, entrega dos dois lados. Barcos havia quebrado seu jejum de 11 jogos justo com o Palmeiras, seu time de coração no Brasil. Os mineiros com um a menos, depois de infantil expulsão de Edílson.

E os paulistas forçando na frente. Lucas Lima acertava aos 50 minutos do segundo tempo o travessão de Fábio, que estava fazendo outra partida excepcional na carreira.

Só que aos 52 minutos, a bola caiu nos pés de Diogo Barbosa. O lateral levantou. Fábio saiu desesperado, fora da pequena área. Tomou impulso e se preparava para subir e segurar a bola com as mãos. Mas Léo vinha na corrida e se chocou com o corpo do goleiro, que se desequilibrou. Ele foi ao encontro de Edu Dracena e largou a bola. Antônio Carlos chutou para as redes.

Gol legal.

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E que Wagner Reway anulou. Mas tinha a tecnologia a seu favor. Poderia ter utilizado o árbitro de vídeo. E ver que havia se equivocado. O lance foi muito rápido e dificílimo de ser analisado aos olhos nus. 

O juiz foi prepotente, arrogante ao abrir mão do VAR. Disse aos atletas que havia marcado falta de Edu Dracena e paralisado o lance. Mas ele errou.

O que custou o empate ao Palmeiras.

E deu a vitória ao valente Cruzeiro.

Tristes árbitros brasileiros.

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Mesmo com a possibilidade de enxergar o que as câmeras mostram, viram as costas, preferem correr o risco. Mas quem pagou foi o time de Felipão.

A vantagem que o Cruzeiro leva para a partida decisiva em Belo Horizonte nasceu de um erro absurdo, incompreensível de um juiz que decidiu desprezar a tecnologia. 

Revoltante...

Pior que Wagner Reway é considerado a maior revelação da arbitragem brasileira. Apesar de paranaense, no ano passado foi o primeiro juiz representando Mato Grosso a colocar o emblema da Fifa no peito. E comete uma atitude incompreensível em um jogo importantíssimo.

"O lance foi capital que pode nos custar uma classificação para a final da Copa do Brasil. No início do jogo, foram no vestiário e recomendaram que não parassem um lance duvidoso, porque o VAR iria auxiliar o árbitro. Seguimos na jogada. O juiz se precipitou no apito. E não quis usar o VAR. Prejudicou bastante o Palmeiras. E agora?", perguntava, revoltado, Edu Dracena.

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"O que estranhou é o despreparo que eles têm para lidar com VAR. O Sérgio Corrêa, chefe do VAR, esteve no vestiário. Falou para mim: 'Alexandre, avisa os seus jogadores que lance capital é para seguir até o fim e depois vamos ver o que aconteceu'. 'Não parem, sigam até o fim e vamos ver o que aconteceu'.

"Aí o árbitro parou o lance de maneira preciptada, contrariando a própria recomendação. Sérgio Corrêa e mais uns cinco. Lance capital segue e depois vamos falar sobre isso. Iriam analisar. O erro aconteceu por ser preciptado. Parou o lance. Eles próprios criaram isso. Não estão preparados. Coloca em dúvida tudo", desabafava o executivo de futebol, Alexandre Mattos.

Luiz Felipe Scolari foi esperto. Não quis falar publicamente sobre o lance para evitar o clima de guerra em Belo Horizonte. Mas já mostrou sua indignação aos dirigentes e aos jogadores, o que interessa para ele.

Uma pena que a batalha decisiva seja só daqui duas semanas.

O quadro poderá mudar radicalmente para os dois times.

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O Cruzeiro terá pela frente o grande clássico contra o Atlético Mineiro e o renascido Santos, pelo Brasileiro. E pela Libertadores, o Boca Juniors, na Bombonera. 

Enquanto o Palmeiras jogará com o Bahia e o Sport e irá até Santiago enfrentar o Colo Colo pela Libertadores.

Mas o equilíbrio deverá ser a marca registrada desse duelo.

Como foi na arena palmeirense.

As duas equipes deram um espetáculo de dedicação.

E cada qual a seu estilo. 

Barcos mostrou sangue frio. Marcou o gol decisivo contra seu ex-clube

Barcos mostrou sangue frio. Marcou o gol decisivo contra seu ex-clube

Cruzeiro

O Cruzeiro fez 53 partidas no ano e em 27 delas não sofreu gol. Não, por acaso. Se há uma qualidade nos times que Mano Menezes comanda é a organização defensiva. E quando mais ao ter um elenco competente. O treinador sabe dispor seus jogadores de forma a incomodar, travar o adversário. Onde quer que seja a partida. Principalmente longe de Belo Horizonte.

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Sem ter a obrigação de propor o jogo, Mano se especializa em frustrar os rivais. Com seu time compacto com cinco e até seis jogadores nas intermediárias. Deixando apenas, de propósito, os zagueiros adversários livres, obrigando a chutões. 

E ao roubar a bola,os contragolpes são conscientes, treinados. Velozes, mas sem precipitação. Com a exigência de perto da área, levantar a cabeça antes do passe final.

Muita concentração do início até o último lance do jogo. 

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O Palmeiras de Felipão é uma equipe fortíssima, vibrante, que finalmente encontrou um treinador que soube fazê-la competir. Joga com a raiva característica dos times de Scolari.

Atuando em casa, o Palmeiras queria a vitória. Ter a vantagem de poder empatar em Belo Horizonte. Mas Scolari sabia o que teria pela frente. E decidiu escalar três jogadores de forte poder de marcação no meio de campo. Thiago Santos, Bruno Henrique e Moisés. Willian, Borja e Dudu atuariam na frente, mas voltando sem a bola, sendo obrigados a recompor, fechar os espaços nas intermediárias.

O time paulista precisaria de participações efetivas de Mayke e Diogo Barbosa, o que outra vez não aconteceu. Diante de adversários tão compactados como o time mineiro, a saída está nas triangulações pelos lados do campo.

Felipão mandou seu time usar o pressing, marcar na frente, o Cruzeiro nos primeiros minutos de jogo. E foi assim que, logo aos três minutos, Fábio fez uma defesa espetacular em bola que Borja ganhou de Dedé. 

A torcida palmeirense se animou à toa. 

O Cruzeiro deu sua resposta cirúrgica.

Um contragolpe de manual.

Robinho tabelou em velocidade com Thiago Neves e serviu a surpresa da noite, Barcos, em má fase, como titular. Diante do ótimo goleiro Weverton, o atacante de 34 anos e 13 times, não se apavorou. E tocou por cima do arqueiro palmeirense. Golaço. Cruzeiro 1 a 0 , aos cinco minutos de jogo.

A partir daí, o Palmeiras caiu na armadilha. Tentou acelar o ritmo, empatar logo a partida. E começou a forçar dribles e tabelas contra a teia de aranha montada por Mano Menezes. A bola acabava parando na intermediária. O Cruzeiro tinha muito bem montada sua fortaleza. E diante da precoce insistência nos cruzamentos, Fábio se destacava. Mostrava mais uma vez a injustiça de não ter sido um goleiro da Seleção Brasileira.

De nada adiantou a revolta de Felipão. Juiz não quis consultar o VAR. Triste

De nada adiantou a revolta de Felipão. Juiz não quis consultar o VAR. Triste

Agência Palmeiras

Sobravam vibração, gana, raiva, vibração ao Palmeiras. Faltavam neurônios na intermediária. Um passe inesperado, um lançamento preciso. Ou seja, um meia talentoso. Mesmo assim, na correria, criou chances com Dudu e Willian.

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A sorte do Palmeiras foi que Arrascaeta fez outro jogo fraquíssimo. Porque o talentoso uruguaio tinha liberdade. Ao contrário de Thiago Neves, o mais vigiado. Robinho também tinha tempo para articular.

No intervalo, Felipão mostrou ousadia e acerto. Trocou Thiago Santos por Lucas Lima. E o Palmeiras passou a encurralar o Cruzeiro. Com muita vontade, ansiedade e passes errados.

A dedicação mineira também era de encher os olhos. Com a distribuição dos jogadores, que incomodava os donos da casa. Quando Felipão trocou Borja por Arthur, colocou agilidade, velocidade no ataque. O jovem atacante entrou na direito, Dudu ficou na esquerda e Willian se tornou centroavante.

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Fábio já dava um show à parte, quando Edílson foi expulso aos 35 minutos, por falar palavrões ao árbitro. Cartão vermelho juvenil em uma decisão.

O Palmeiras com um jogador a mais partiu todo para a pressão. Inspirado, Felipão colocou Marcos Rocha e passou Mayke para o meio de campo. E Fábio foi ainda mais acionado e respondia com ótimas defesas. A mais espetacular aconteceu aos 48 minutos, quando Egidio tentando jogar a bola para fora, a chutou contra o próprio gol. Com reflexo sensacional, o goleiro salvou.

Aos 50 minutos, depois de uma arrancada, Lucas Lima fuzilou de direita no travessão.

Aos 52 minutos, Diogo Barbosa levanta para a área cruzeirense.

A imagem que empataria o jogo. E Wagner Reway não quis ver

A imagem que empataria o jogo. E Wagner Reway não quis ver

Reprodução/Sportv

E Wagner Reway estraga o jogo.

Altera o resultado.

Dá a vitória ao Cruzeiro.

Evitou que a justiça fosse feita ao não consultar o VAR.

Pobre futebol brasileiro...

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