BB fecha trimestre com lucro ajustado 25,6% maior, de R$ 3,4 bilhões

Publicado em 08/11/2018 por Valor Online

SÃO PAULO  -  O Banco do Brasil (BB) teve lucro líquido de R$ 3,175 bilhões no terceiro trimestre, um aumento de 11,8% na comparação com o mesmo período de 2017 e expansão de 1,3% sobre o trimestre imediatamente anterior. O lucro ajustado ficou em R$ 3,402 bilhões, com expansão de 25,6% no ano e de 5% no trimestre.

A margem financeira bruta ficou em R$ 12,578 bilhões entre julho e setembro, com queda de 0,1% ante o segundo trimestre e retração de 4,4% na comparação com igual intervalo do calendário anterior. A carteira de crédito ampliada teve alta de 1,4% em 12 meses e de 0,1% em três meses, a R$ 686,3 bilhões.

A despesas líquidas com provisão para devedores duvidosos (PDD) recuaram para R$ 3,226 bilhões, com queda de 37,5% no ano e de 10% no trimestre. A inadimplência diminuiu para 2,83% em setembro, de 3,34% em junho e 3,94% em setembro de 2017.

Nos primeiros nove meses deste ano, o BB lucrou R$ 9,7 bilhões, com crescimento de 22,8% sobre o mesmo período de 2017. "O resultado foi impactado pela redução das despesas de provisão de crédito, pelo aumento das rendas de tarifas, que cresceram acima da inflação e pelo controle de custos, que variaram abaixo da inflação", diz o relatório da administração.

O retorno sobre patrimônio líquido (RSPL) alcançou 14,3% no terceiro trimestre, ante 12,8% no mesmo período de 2017. Já o índice de Basileia ficou em 18,70%, sendo 9,66% de capital principal.

O Banco do Brasil apontou ainda que terminou os três meses até setembro com R$ 686,3 bilhões em sua carteira de crédito ampliada, que inclui empréstimos, títulos e garantias. O volume avançou 1,4% em 12 meses e ficou praticamente estável frente ao trimestre anterior.

As operações com pessoa física somavam R$ 191,8 bilhões no fim de setembro, indicando aumento de 2,3% em 12 meses e de 1,05% frente a julho.

No trimestre, as linhas de crédito consignado e financiamento imobiliário cresceram, respectivamente, 1,6% e 2,4%. Já as linhas de empréstimo pessoal e CDC Salário subiram 4,4%, fruto da estratégia de aumento de desembolso.

A carteira de crédito voltada para a pessoa jurídica totalizou R$ 263,9 bilhões no terceiro trimestre, queda de 1,41% em 12 meses e de 0,2% frente aos três meses antecedentes.