Cai faturamento na Litorânea com restrição a estacionamento

Publicado em 07/12/2017 por O Estado do Maranhão

De segunda a sexta-feira, é  proibido  estacionar em  determinado  horário


Os empresários que possuem estabelecimentos, em sua maioria, de gêneros alimentícios, fixados em trecho da Avenida Litorânea, reclamam da queda no faturamento após a recente medida, implantada pela Prefeitura de São Luís (por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte), que restringe o estacionamento em parte da via, no sentido parquinho/prolongamento, das 16h às 20h, de segunda a sexta-feira. Em alguns casos, segundo o Sindicato Empresarial de Bares e Restaurantes Similares (Sindbares), a queda na arrecadação chegou a 30%.

Segundo os empresários, os clientes não se sentem à vontade em estacionar seus veículos distantes dos bares e restaurantes prejudicados. Por causa da restrição imposta pelo poder público, o veículo que for flagrado na faixa com indicações de proibição de estacionamento poderá ser guinchado, e o condutor arcará com os custos do transporte e com multa no valor de R$ 195,23, de acordo com o que determina o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), já que é considerada "infração grave", o que acarreta a perda de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

De acordo com o presidente do Sindbares, Francisco Neto, os empresários não foram consultados pelo poder público antes da determinação que limita a permanência de veículos na via. "Não houve uma procura por parte da Prefeitura [de São Luís], e os empresários estão arrecadando menos, já que os clientes, que antes paravam na porta dos estabelecimentos, pensam duas vezes antes de frequentar esses bares e restaurantes", disse.

Segundo o gestor, o déficit na arrecadação dos empresários do entorno da Litorânea, além de ser prejudicial para a cadeia turística, também traz malefícios no aspecto social, já que, com menos valores arrecadados, os donos de bares estão mais suscetíveis a promover cortes no quadro de funcionários. "Em um bar ou restaurante, há uma série de pessoas que dependem daquele serviço, sejam fornecedores ou mesmo os funcionários. Se não houver uma solução imediata, haverá prejuízos a muita gente", afirmou Francisco Neto.

Outros casos
A gerência de uma pizzaria situada na Avenida Litorânea ofereceu uma solução alternativa para os clientes, ou seja, a oferta de um estacionamento próprio ao lado do empreendimento. O espaço é gratuito. No entanto, não é suficiente para abrigar os veículos de todos os consumidores. "Já aconteceu de um cliente estar aqui comendo uma pizza e sair correndo para salvar seu veículo, que estava sendo guinchado", disse o gerente do estabelecimento, Warlysson Coelho. Ele disse ainda que, nesses casos, os consumidores saíram sem pagar pela refeição. "Ou seja, prejuízo para nós".

Já Andréia Melo, vendedora de uma loja de conveniências na Litorânea, afirmou que vários clientes reclamam da situação. "Muita gente que já veio aqui nos disse que tentou parar para comprar alguma coisa, mas desistiu, por não poder estacionar o veículo. É uma situação muito ruim", disse. Ela sugere ainda que a medida seja revista. "Penso que a Prefeitura poderia diminuir o tempo de restrição", disse.

Driblando a queda
Para minimizar os efeitos da queda na arrecadação após a restrição no estacionamento dos veículos, alguns donos de bares e restaurantes já apostam nas promoções. Como a medida é válida de segunda a sexta, em restaurantes - por exemplo -, determinadas refeições são servidas com descontos.

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informou, em nota, que após análise realizada pelo setor de Engenharia e Sinalização, as adequações realizadas na Avenida Litorânea no horário que corresponde entre às 16h e 20h, foi considerada a alternativa mais viável para garantir maior trafegabilidade na região, devido ao intenso fluxo de veículos nesse horário.

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