Dia de protagonismo

Publicado em 10/08/2018 por A Gazeta - MT

Sexta, 10 de agosto de 2018, 00h00

A quinta-feira foi um dia de “protagonismo” de mato-grossenses no Senado Federal. José Medeiros (Podemos), mesmo cassado pela Justiça Eleitoral, presidiu a sessão.
Horas depois, Paulo Fiúza (PV) - que se beneficiou com a cassação do ex-companheiro de chapa - deu “show” porque queria, de qualquer jeito, tomar posse do cargo.
Nem Medeiros saiu da vaga, nem Fiúza assumiu porque a presidência do Senado ainda não foi notificada pelo TRE sobre o resultado do julgamento, cujo acórdão só foi publicado na última quarta-feira (8).

Cada segundo conta

Mas pressa de Paulo Fiúza é até compreensível. Depois de esperar quase oito anos pela sentença que lhe deu a vaga de senador e tendo só seis meses para desfrutar o mandato antes que ele acabe, qualquer um estaria ansioso pelo dia da posse. Assim como é compreensível que José Medeiros queira aproveitar cada segundo, inclusive não dispensando a oportunidade de presidir uma sessão, que ainda lhe restam. Afinal de contas, nem tentar a reeleição ele vai poder. Se não ficar inelegível, a tendência é que pleiteie, no máximo, um cargo de deputado federal.

Um baita elogio

Previstos em lei desde 2016, mas implantado somente em meados deste ano, o novo modelo de pontos de ônibus de Cuiabá - que reutiliza containers para promover abrigo aos passageiros enquanto eles aguardam transporte - ganhou o Brasil nesta quinta-feira (9) por meio do Instagram da apresentadora Patrícia Abravanel.
A filha de Silvio Santos elogiou a proposta da Prefeitura de Cuiabá - que trabalha, neste caso, em parceria com a iniciativa privada -, destacando a “inteligência”, a “economia” e a “beleza” dos abrigos.

Só falta ele mesmo!

Convidado para ser um dos coordenadores da campanha de Mauro Mendes (DEM) ao governo do Estado, o suplente de senador Cidinho dos Santos (PR) admitiu o que já estava mais que evidente: que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), vai, sim, ainda que indiretamente, apoiar a candidatura do democrata. Para que isso fique mais claro do que já está, só falta o próprio progressista afirmar. Sua esposa, Terezinha Maggi, não só o fez, como até já pede votos abertamente.

De volta ao cargo

Cidinho, diga-se de passagem, deve reassumir o cargo de senador - na vaga de Blairo Maggi - no final deste mês. Quando deixou a vaga para beneficiar com o rodízio o segundo suplente do progressista, Rodrigues Palma, o republicano acabou deixando a impressão que não retornaria para o Senado. Isso ocorreu porque, assim como Maggi, ele anunciou que não tinha interesse em disputar outro cargo eletivo no pleito deste ano. Com o anúncio de que vai retornar, fica a dúvida de como Cidinho vai conciliar as atividades parlamentares com a campanha de Mauro Mendes.

Divergências de apoio

Aliás, antes de assumir a campanha de Mauro Mendes, Cidinho dos Santos precisa conseguir um aval do PR, que também tem candidatura ao governo do Estado: a de Wellington Fagundes. Não vai ser o único filiado a uma legenda que defende um projeto ‘x’ a querer apoiar um projeto ‘y’. A lista também inclui a deputada estadual Janaína Riva (MDB), o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), e, segundo apoiadores de Nilson Leitão (PSDB) ao Senado, mais um tanto de prefeitos do interior.
O número de políticos apoiando projetos que não são os de seus partidos é tanto que até deixa dúvidas sobre para que serve a janela partidária. Afinal, se não concorda com o que a legenda defende, porque não trocou de partido quando podia?

Boi branco?

Em meio aos deputados que têm se digladiado por conta da instalação ou não da CPI dos Grampos na Assembleia Legislativa, chama a atenção o discurso que Oscar Bezerra (PV) tem adotado. Ao longo dos últimos três anos e meio, o parlamentar passou tempo na base governista, tempo na oposição (embora não admitisse abertamente). Agora, às vésperas da eleição, parece ter voltado a cair nas graças de Pedro Taques (PSDB). Tem dito que deputado que era da base e assina a CPI é covarde.

....Ou boi malhado?

O discurso adotado por Oscar Bezerra parece ter endereço certo: o gabinete de Dilmar Dal Bosco (DEM), que chegou a ser líder do governo tucano e, de uns tempos para cá, passou a defender com unhas e dentes a candidatura de seu correligionário, Mauro Mendes. A intenção que, aparentemente, está por trás do discurso de Oscar tem motivo. Embora não sejam da mesma cidade - Oscar é de Juara e Dilmar é de Sinop - os dois deputados disputam votos na mesma região, então...