Diminuição no número de assaltos a ônibus na Capital

Publicado em 09/02/2018 por Band

Os dados foram divulgados pelo Fórum de Transporte Seguro e levantados pela Força-Tarefa contra Roubos a Transporte Coletivo / Divulgação Os dados foram divulgados pelo Fórum de Transporte Seguro e levantados pela Força-Tarefa contra Roubos a Transporte Coletivo Divulgação

Os assaltos a transportes coletivos em Porto Alegre reduziram 69% em novembro e dezembro do ano passado, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram registrados 37 casos em 2017 contra 122 em 2016. Os dados foram divulgados pelo Fórum de Transporte Seguro e levantados pela Força-Tarefa contra Roubos a Transporte Coletivo.

 

O diretor-presidente substituto da EPTC, Fábio Berwanger, destaca que o trabalho feito pela Polícia Civil foi essencial: "A primeira coisa é enaltecer o trabalho da Polícia Civil, que destacou dois delegados específicos mais suas equipes para trabalhar especificamente com a identificação e encaminhamentos para a Justiça dos processos de assaltos à ônibus", pontua Berwanger.

 

Berwanger acredita que os resultados farão com que as pessoas voltem a andar de ônibus: "Hoje, eu não tenho nenhum medo de dizer que está mais seguro andar de ônibus", garante

 

Um dos líderes da força-tarefa, o delegado Carlos Wendt, enaltece os trabalhos realizados para coibir os crimes em transportes coletivos.

 

"Em nenhum lugar do Brasil, em nenhuma capital há um trabalho parecido. Nós somos referência e hoje já existem sindicatos de rodoviários de outros estados que estão vindo até a Porto Alegre para conhecer esse problema e poder desenvolver algo parecido em suas regiões", conta o delegado.

 

A Força-Tarefa contra Roubos a Transporte Coletivo foi criada no em abril de 2016, por conta do grande número de ocorrências registradas nos ônibus da Capital.  Em dois anos, a iniciativa conseguiu uma redução de 40% no número de crimes em coletivos. Se pegar somente o mês de janeiro, a redução é ainda maior.

 

Em 2018, ocorreram 92, em 2017, 116, já em 2016, quando não havia a força-tarefa, foram registradas 316 ocorrências.