Estudantes escrevem livro coletivo em defesa da inclusão

Publicado em 02/12/2018 por Diário do Pará Online

Cerca de 380 alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Bento XV, no bairro do Guamá, se debruçaram um ano inteiro para trabalhar o tema da diversidade nas atividades. O resultado desse trabalho foram quatorze livros manuscritos pelos estudantes, um por turma, com o tema "Histórias de Crianças: convivendo com as diferenças".

O livro foi lançado na última sexta-feira, 30, durante um sarau na escola, com a participação de personagens como o saci e o boto, além de performances, teatro e música. Mas, como qualquer lançamento que se preze, não poderia faltar a sessão de autógrafos, e lá não foi diferente. O evento teve participação das famílias e uma lição: "Amor, esperança e carinho, é isso que precisamos no processo de inclusão", disse Rosângela Cardoso, vice-diretora e coordenadora do projeto.

A lição foi bem aceita pelos alunos e os textos dos livros mostram exatamente isso - ajudar quem precisa, entender que o outro é diferente e precisa ser respeitado. "Foi bom porque toda a escola aprendeu mais sobre esse assunto. Eu sabia pouca coisa e aprendi principalmente a ajudar os que têm dificuldades", falou Lalia Maia, 11 anos, aluna do 5º ano. No total foram 360 textos produzidos pelos alunos, onde a capa da publicação foi feita durante a aula de arte. Os pais pagaram pelo exemplar a quantia de R$4, que foi o custo do material do livro.

APRENDIZADO

Riquelme Pantoja, 10 anos, também aluno do 5º, escolheu falar no seu texto sobre a diferença de cores e raças, situação financeira e a importância de ajudar o próximo. "Nas diferenças precisamos ajudar quem não sabe andar, quem é cego. Ajudar", disse Riquelme. A alegria da criançada era vista nos olhos brilhando de orgulho de ver o trabalho feito e bonito nas mãos. "É muita felicidade, depois a gente vai autografar para os nossos pais, nos sentimos orgulhosos", contou Nicoly Freitas, 11 anos, que no seu texto falou sobre a importância de respeitar todas as diferenças porque, pela lei, somos todos iguais.

EMPENHO

Apesar dos poucos recursos, o trabalho foi feito com muito empenho e garra de todos os envolvidos. Eles contaram com a ajuda especial de funcionários de um banco, que resolveram apoiar a causa por conta própria, doaram lanches e ajudaram a garantir a música para o evento. Os alunos prometem que esse é o primeiro de muitos livros que esperam lançar.

(Aline Rodrigues/Diário do Pará)