Falta de regulamentação impede avanço do mototáxi na capital

Publicado em 14/11/2017 por Band

Serviço começou a ser oferecido em maio na capital / João Mattos Serviço começou a ser oferecido em maio na capital João Mattos

 Quando o serviço de mototáxi começou em Porto Alegre, em maio deste ano, havia 700 profissionais na cidade, de acordo com o Sindicato dos Motociclistas. Passados seis meses, o número é uma incógnita. De acordo com o presidente do Sindicato, Valter Ferreira, a divulgação da atividade foi um sucesso e surgiram vários interessados, mas a falta de uma regulamentação para o setor impede o avanço e a padronização do serviço.

 

"Se houvesse a regulamentação a gente poderia estar adequando mais qualidade ao serviço com uma identificação melhor, por exemplo: mudar a cor da motocicleta, implantar o motoxímetro para a cobrança ficar mais transparente", diz o presidente do Sindicato.

 

Ferreira diz ainda que muitos dos motociclistas se cadastram no sindicato e depois passaram a colecionar clientes. Eles criaram uma lista própria, participam de grupos de profissionais em grupos de mensagens e em seguida deixaram de pagar a mensalidade do Sindimoto, o que fragiliza a fiscalização. Para ele, o resultado dessa falta de fiscalização pode gerar insegurança do usuário.

 

"A falta de regulamentação também permite que pessoas alheias ao nosso trabalho se infiltrem, cometendo atos ilícitos, manchem o nosso trabalho e a confiança do usuário fique fragilizada", conclui o presidente do Sindicato, Valter Ferreira.

 

A EPTC é a responsável pela regulamentação do serviço de mototáxi. A Empresa pública tinha o prazo de até 70 dias para regulamentar a lei que foi aprovada em maio. À reportagem, a EPTC informou que está realizando os estudos, mais ainda não há data para finalizar o projeto.