Hora final dos negócios define alta da Bovespa

Publicado em 07/12/2017 por DCI

07/12/2017 - 05h00

Hora final dos negócios define alta da Bovespa

- A expectativa por definições a respeito da reforma da Previdência continuou a dar o tom dos negócios ontem, trazendo volatilidade ao Índice Bovespa. O índice alternou altas e baixas ao longo do pregão e acabou por fechar em alta de 1%, aos 73.268,35 pontos.

Contribuiu para esse desempenho a confirmação, pouco antes das 17 horas de ontem, de que o PMDB, partido do presidente Michel Temer, decidiu fechar questão em favor da reforma.

Maior bancada da Câmara, com 60 deputados, o PMDB tomou a decisão durante reunião da executiva. Com isso, o partido tenta obrigar seus deputados a votarem a favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reforma. Mais cedo, o PTB já havia anunciado que fechara questão em favor da matéria. Com a decisão do partido de Temer, a expectativa do governo é de que outras siglas da base aliada sigam o exemplo e também fechem questão a favor da reforma nos próximos dias. O PSDB, que também teve reunião de direção nesta quarta-feira, já havia decidido não fechar questão antes que o governo apresente uma data de votação.

Ao longo de todo o pregão, as atenções no mercado se concentraram em notícias que pudessem indicar um placar de votação, mas as informações emitidas pela base do governo voltaram a divergir. O relator da reforma, Arthur Maia (PPS-BA), disse que o governo tinha entre 290 e 310 votos. Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse não saber se havia os votos necessários. "Vamos aguardar e ver se consolidação dos votos aparece", afirmou Maia.

"O mercado vive um momento de final de campeonato de futebol, onde estamos jogando já na prorrogação. A ansiedade é grande e, por isso, cada vez que surge alguma notícia o mercado reage pontualmente", disse Raphael Figueredo, sócio da Eleven Financial. O analista ressalta que o clima de cautela ainda deve permanecer no mercado de ações e chama a atenção para o volume de negócios do pregão, que permaneceu em patamar reduzido (R$ 8,4 bilhões), apesar da melhora de humor no período da tarde de ontem.

No momento em que o PMDB oficializou o fechamento de questão em favor da Previdência, o Ibovespa operava em leve alta, patrocinada por uma forte melhora nas ações da Petrobras e por uma leve recuperação das ações do setor financeiro. Com a notícia, o índice acelerou o ritmo e chegou a subir 1,20%. Ao final, Petrobras ON e PN subiram 0,50% e 1,37%, apesar do desempenho majoritariamente negativo dos preços do petróleo no exterior. Entre os bancos, BB ON subiu 3,03%, Itaú PN ganhou 1,06% e Bradesco PN, 1,04%.

Bolero de oscilações

Ao longo de boa parte da sessão de ontem, o dólar pareceu dançar ao som de um bolero. O famoso dois para lá, dois para cá reforçou que os investidores estavam em compasso de espera, com a moeda americana oscilando do lado positivo para o negativo em poucos minutos, sem força para criar tendência de alta ou de baixa. No entanto, quando o PMDB anunciou o fechamento de questão favorável à aprovação da reforma da Previdência Social, a divisa deixou a alternância de sinais de lado e passou a cair sem novos repiques.

Com isso, o dólar à vista encerrou ontem com queda de 0,06%, a R$ 3,2339. Na máxima, atingiu R$ 3,2498 (+0,43%) e, na mínima, R$ 3,2254 (-0,32%). O giro foi de US$ 1,324 bilhão. /Estadão Conteúdo

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