Ibovespa sobe 0,43% com política doméstica

Publicado em 14/11/2017 por DCI

14/11/2017 - 05h00

Ibovespa sobe 0,43% com política doméstica

- O Ibovespa fechou em alta de 0,43%, aos 72.475,16 pontos no pregão de ontem. O índice caminhava para a terceira queda consecutiva, mas inverteu a tendência com a notícia do pedido de demissão do ministro das Cidades. Os negócios somaram R$ 8 bilhões.

A saída do ministro Bruno Araújo da cota do rachado PSDB, foi interpretada como indicativo do início da reforma ministerial imposta pela base governista como condição para a aprovação da reforma da Previdência.

"A notícia do início da troca de ministros não chegou a ser surpresa, mas foi bem recebida por indicar que o governo continua nos esforços para aprovar a reforma. Desde a semana passada, quando foi desmentida a tese da desistência da reforma, não houve mais nenhuma notícia relevante", disse um profissional

Durante todo o dia, a escassez de notícias e o esvaziamento da agenda parlamentar na semana, devido ao feriado da Proclamação da República, colocou a reforma da Previdência em uma espécie de "stand by". As articulações políticas do governo, no entanto, continuaram ativas. Segundo a consultoria Eurasia, além da reforma ministerial, a outra estratégia do governo deverá ser a de um novo esforço em sua estratégia de comunicação para "vender" a reforma.

Na análise por ações, somente quatro papéis fecharam em queda. Entre elas estiveram as da Petrobras, que terminaram o dia com perdas leves de 0,48% (PN) e 0.29% (ON).

Já o bom desempenho das ações da Vale refletiram as expectativas positivas para a produção industrial da China e a alta do minério de ferro. Vale ON avançou 1,13%.

Mercado Cambial

O dólar, por sua vez, ampliou o movimento de alta e subiu 0,37%, aos R$ 3,2977, seguindo o comportamento da moeda no exterior. Segundo operadores, no cenário internacional, a reforma tributária proposta pelo presidente americano, Donald Trump, é o principal fator a influenciar o câmbio.

No cenário doméstico, a expectativa em torno da reforma da Previdência continua sendo a principal cautela. "Enquanto não houver uma sinalização de que realmente haverá votação da reforma, o câmbio deve manter essa tendência de alta", disse Glauber Romano, operador da corretora Intercam.

O giro foi de US$ 1,029 bilhão. Na mínima, alcançou R$ 3,2799 (+0,04%) e, na máxima, R$ 3,3012 (+0,48%). No mercado futuro, o dólar para dezembro terminou com ganho de 0,03%, a R$ 3,2860. O volume foi de US$ 14,187 bilhões. Na mínima, chegou a R$ 3,2830 (-0,06%) e, na máxima, R$ 3,3075 (+0,68%).

Para Alessandro Faganello da Advanced Corretora, o dólar bateu máximas em reação a declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, que demonstrou confiança de que a reforma tributária será aprovada ainda neste ano. "Caso seja aprovada, a reforma tributária causará a repatriação de alguns trilhões de dólares para os Estados Unidos, retirando recursos de investidores que estão em outros países, como o Brasil", disse o operador.

Já os juros futuros fecharam a sessão regular entre a estabilidade e leve alta. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) encerrou em 7,27%, de 7,29% no ajuste anterior e a do DI para janeiro de 2020 passou de 8,57% para 8,58%. A taxa do DI para janeiro de 2021 subiu de 9,41% para 9,44% e a do DI para janeiro de 2023 foi de 10,18% para 10,25% (máxima). /Estadão Conteúdo

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