Municipários mantém greve em Porto Alegre

Publicado em 11/10/2017 por Band

Ocorreu ontem a Assembleia Geral da categoria / Simpa / Divulgação Ocorreu ontem a Assembleia Geral da categoria Simpa / Divulgação

Os servidores municipais de Porto Alegre decidiram, em assembleia, dar continuidade à greve que está prestes a completar uma semana. O Sindicato dos Municipários chegou a participar de uma reunião com a prefeitura para tratar das reivindicações da categoria.

 

No entanto, o diretor do Simpa, Alberto Terres, destacou destaca que não foram atendidas as condições para o encerramento da paralisação, que são a garantia de que não haverá novo parcelamento de salário e a retirada de tramitação na Câmara de projetos que impactam financeiramente os servidores.

 

"A categoria sai frustrada em função do governo não apresentar nenhum posicionamento positivo sobre nossas reivindicações, por outro lado a categoria sai fortalecida. Nós estamos em greve solicitando a retirada dos projetos e o não parcelamento, a Câmara faz a intermediação com o vice-prefeito, mas não teve nenhuma resposta positiva", diz Terres.

 

Inclusive, um requerimento assinado por 24 vereadores, ou seja, maioria na Câmara, solicitou ao prefeito Nelson Marchezan Junior a retirada de tramitação dos projetos que afetam os municipários.

 

O vice-prefeito da capital gaúcha, Gustavo Paim, que esteve reunido com os municipários, afirma que não há como prometer algo considerado impossível, como o pagamento em dia dos salários, já que não existiriam recursos suficientes. Além disso, ele ressalta que o pacote encaminhado à Câmara busca o reequilíbrio financeiro da cidade.

 

"Não há recursos para comportar as despesas do município, as receitas são inferiores às despesas. Não existe conversa ou acordo que produza dinheiro, vai haver parcelamento por esse motivo. Em relação ao projeto, o Executivo está analisando todas as dificuldades de despesas e receitas", diz Paim.

 

Pelo teor dos discursos adotados na assembleia do Simpa, os municipários acreditam que é necessário insistir mais para que a prefeitura ceda, pelo menos, com relação aos projetos na Câmara.

 

A categoria segue com uma agenda de manifestações na cidade. Uma nova assembleia para definir os rumos da greve será realizada na próxima terça-feira.