Nova Base Curricular só agrada à bancada religiosa, diz leitor

Publicado em 07/12/2017 por Folha de S. Paulo Online

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EDUCAÇÃO

A tão esperada Base Curricular agrada, antes de tudo, à bancada evangélica. Nesse índex pré-histórico, identidade de gênero e orientação sexual são temas proibidos. É escandaloso que um governo submeta um projeto educacional à moeda de troca do fundamentalismo religioso. O descompasso histórico está, contudo, bem na nossa cara. No país em que o currículo escolar nega a existência da comunidade LGBTQ, Pabllo Vittar é garota-propaganda da Coca-Cola.

HAROLDO H. SOUZA DE ARRUDA (São Paulo, SP)

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Enquanto o mundo discute a questão de gênero nas escolas para que exista respeito às diferenças, evitando o feminicídio, a gravidez precoce e a violência gerada pelo preconceito, o Brasil segue a orientação de uma bancada "religiosa", que usa o tema de forma distorcida para angariar votos dos ignorantes e mal informados sobre o assunto. Triste assistir a esse retrocesso.

OFELIA MAIA PERES SABBAGH (São Paulo, SP)

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CONGRESSO

Até quando o eleitorado fará de conta que nada tem a ver com o nosso Congresso? Se há quem reclame do modo como é feita a eleição, então por que não votar em candidatos comprometidos com a mudança? Não dá para negar a participação dos eleitores nesse processo todo. É fácil demais reclamar dos nossos políticos e fazer de conta que não somos ativos na questão.

ANÍSIO FRANCO CÂMARA (São Paulo, SP)

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É de espantar que 5% da população entrevistada considere o desempenho dos parlamentares ótimo. Na verdade, não dá para salvar nem os 30% que os consideram regulares.

ADILSON ROBERTO MENEGHELLI (Porto Velho, RO)

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Um Congresso Nacional com tantos indivíduos repugnantes e nada confiáveis, salvo raras exceções, não tem condição de fazer reforma alguma. O país precisa de reformas profundas, a serem feitas por um Congresso renovado e confiável.

MANOEL H. M. NASCIMENTO (Porto Alegre, RS)

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A pesquisa mostra a realidade nua e crua da honradez dos congressistas. São, contudo, amostras do eleitorado brasileiro. Grande parte os critica, mas gostaria de estar no lugar deles, perpetrando as mesmas vigarices. Devolver objetos que não são seus e não estacionar em locais destinados a deficientes ou idosos, por exemplo, passaram a ser condutas raras. Essa falta de civismo se revela nas eleições.

JOSÉ DE SOUSA SANTOS (Teresina, PI)

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AVALIAÇÃO DE DORIA

João Doria deve aproveitar o momento para refletir. A rejeição se dá diante do descrédito dos políticos atuais e do fato de que ele se apresentou com uma proposta nova mas, antes de executar o seu mandato, já passou a almejar outro. Descuidou daquilo que, uma vez executado com excelência, permitiria que almejasse outros cargos: implantar uma gestão eficiente da administração pública. Se não o fizer, tal como os desacreditados políticos tradicionais, seguirá para o esquecimento.

CLAUDIO PIMENTEL (Porto Alegre, RS)

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

A reforma da Previdência, caso necessária, deve ser feita com explicações claras e deve ser discutida com toda a sociedade, e não imposta por um grupo a serviço de quem paga mais, como, infelizmente, essa "cambada" de deputados vem fazendo. Propaganda cara não basta e não convence, pois todo mundo sabe que, para economizar bilhões, basta baixar a taxa de juros da dívida interna.

JAIR B. DE OLIVEIRA (Belo Horizonte, MG)

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DATAFOLHA

O resultado das recentes pesquisas de intenção de votos para a Presidência revela que, para muitos brasileiros, não faz a menor diferença se o candidato está atolado em corrupção. É preocupante.

ROBERTO FISSMER (Porto Alegre, RS)

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FORÇAS ARMADAS

Sobre a reportagem "Escândalo de R$ 150 milhões atinge Exército", seria bom se os experientes repórteres investigativos da Folha achassem os militares apontados na denúncia e verificassem se encontram os famosos "sinais aparentes de riqueza": automóveis de luxo, joias, imóveis caros, enfim, um estilo de vida que não coincide com o mísero soldo recebido pelos militares. Se encontrarem algo fora do padrão, cadeia neles! Se não, é só mais uma notícia querendo denegrir as Forças Armadas.

FREDERICO DAVILA (São Paulo, SP)

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COLUNISTAS

Muito bom, Francisco Daudt. Obrigado pelos textos!

LORENZO FRIGERIO (Vargem Grande Paulista, SP)

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Meus pêsames à Folha pela perda de Francisco Daudt. Quem toma as decisões de afastar colunistas desse quilate não tem discernimento. Escrevi a mesma coisa quando Eliane Cantanhêde saiu.

ADEMIR VALEZI (São Paulo, SP)

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Sobre a coluna de Maria Inês Dolci, há um debate global sobre neutralidade da rede. Somos a favor da neutralidade da rede, mas de uma neutralidade inteligente, que permita às empresas gerenciar o tráfego nas suas redes com o objetivo de melhorar a qualidade da experiência do usuário e nunca bloquear ou reduzir a qualidade de serviços.

Sobre preços, segundo reportagem, em cinco capitais pesquisadas, "os preços de quase todos os planos pós das principais operadoras caíram até 41% entre janeiro e novembro deste ano".

Sobre as reclamações de usuários, a Anatel tem demonstrado sucessivas quedas nesse número. É sempre importante lembrar que esses dados precisam ser analisados pela proporção. O Brasil tem 243 milhões de chips ativos em banda larga, base muito maior que a de clientes de serviços bancários.

EDUARDO LEVY, presidente-executivo do SindiTelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e do Serviço Móvel Celular e Pessoal) (Brasília, DF)

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NOVA CNH

Vendo a foto da nova CNH, percebe-se, para além da necessidade que os burocratas brasileiros têm de divulgar suas iniciativas -Ministério das Cidades, Denatran-, sua cafonice.

JOSÉ DIEGUEZ (São Carlos, SP)

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