Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta sexta-feira

Publicado em 14/09/2018 por Yahoo Finanças

SÃO PAULO - Após a queda do Ibovespa e o dólar chegar à sua maior cotação de fechamento no maior patamar da história, em R$ 4,1957, o mercado deve continuar pressionado pela tensão pré-eleitoral. Enquanto o líder das pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL), se recupera da segunda cirurgia após o atentado que sofreu e fica distante da campanha, investidores aguardam os próximos levantamentos e ficam de olho se o candidato do PT, Fernando Haddad, começará a ganhar força na corrida eleitoral. 

Vale destacar que o receio de que Haddad siga em crescimento, aliado ao possível afastamento prolongado de Bolsonaro da campanha, levou o dólar a superar R$ 4,20 nesta quinta-feira, no maior fechamento desde o lançamento do real.

O cenário incerto aumenta a importância das pesquisas eleitorais que serão divulgadas nesta sexta-feira (14). São esperadas a pesquisa semanal da XP/Ipespe, às 10h30, e a sondagem do Datafolha, estimada para ser publicada às 19h. 

Confira os destaques desta sexta-feira (14):

1. Bolsas mundiais 

As bolsas asiáticas encerraram em terreno positivo com dados de estoques de produtos relacionados a semicondutores em alta. Na guerra comercial travada entre China e Estados Unidos, o presidente Donald Trump mostrou resistência ao dizer que os Estados Unidos "não estão sob pressão para fazer um acordo com a China, eles estão sob pressão para fazer um acordo conosco". A afirmação foi feita em seu perfil no Twitter após relatos de que autoridades de Washington entraram em contato com Pequim para reiniciar as negociações comerciais.

As bolsas europeias e os índices futuros em Wall Street sobem com o mercado ainda refletindo a perspectiva de conversas entre Estados Unidos e China e a ação do Banco Central da Turquia de subir os juros para estabilizar a lira.

O dólar recua ante maioria das principais moedas e divisas emergentes, mas sobe ligeiramente contra rublo, rand e peso mexicano. No mercado de ações, o petróleo tem leve alta após cair 2,5% na véspera; já o cobre recua e níquel sobe em Londres.

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h46 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,13%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,12%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,31%

*DAX (Alemanha) +0,28%

*FTSE (Reino Unido) +0,26%

*CAC-40 (França) +0,28%

*FTSE MIB (Itália) +0,04%

*Hang Seng (Hong Kong) +1,01% (fechado)

*Xangai (China) -0,18% (fechado)

*Nikkei (Japão) +1,20% (fechado)

*Petróleo WTI +0,38%, a US$ 68,85 o barril

*Petróleo brent +0,15%, a US$ 78,30 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,50%, a 501,50 iuanes (nas últimas 24 horas) 

*Bitcoin US$ 6.452,85 -0,52% R$ 27.500 +0,88% (nas últimas 24 horas)

2. Agenda 

Os investidores devem acompanhar com atenção a pesquisa eleitoral semanal da XP/Ipespe, que será divulgada às 10h30 (confira o resultado do último levantamento clicando aqui). Após o fechamento do mercado é esperada a publicação de nova pesquisa Datafolha.

Entre os indicadores econômicos, o destaque fica com os números relativos aos serviços no mês de julho, às 9h (de Brasília), que tem previsão de alta, após o indicador de vendas no varejo na véspera contrariar expectativa de crescimento pelo segundo mês seguido. 

Nos Estados Unidos são esperados os dados de vendas do varejo, às 9h30, a produção industrial, às 10h15, e o índice de confiança do Consumidor (Michigan), às 11h.. 

Para conferir a agenda de indicadores completa, clique aqui.

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3. Conexão Brasília no IMTV

O Conexão Brasília desta semana recebe o cientista político Carlos Melo, professor do Insper. Na pauta, serão analisadas as tendências da corrida presidencial faltando apenas três semanas do primeiro turno. O programa se debruçará sobre os caminhos da campanha de Jair Bolsonaro (PSL), em meio ao processo de recuperação do candidato após ser vítima de um ataque a facada durante ato de campanha na semana passada, e os desafios da candidatura de Fernando Haddad (PT), que disputa os votos do lulismo com Ciro Gomes (PDT).

O programa também debaterá os problemas de Geraldo Alckmin (PSDB) para recuperar o espaço perdido e mostrar competitividade e de Marina Silva (Rede) para conter o recente processo de desidratação. O programa é transmitido ao vivo, a partir das 14h45 (horário de Brasília), pela IMTV e página do InfoMoney no Facebook. 

4. Noticiário político

A ausência de Jair Bolsonaro (PSL) acentua disputas internas na campanha. A segunda cirurgia, realizada às pressas na noite de quarta-feira (12), descarta, na prática, a participação física do deputado à disputa, seja em vídeos ou em viagens pelo Brasil, inclusive no caso de ele chegar ao segundo turno. Bolsonaro deveria começar a gravar novos vídeos para a reta final da campanha de domingo (16).

De um lado, os três filhos mais velhos do candidato, todos políticos e ligados à campanha, buscam tomar as rédeas do processo. Do outro, o partido do vice Hamilton Mourão, do PRTB, consultou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a possibilidade de Mourão ocupar o púlpito destinado a Bolsonaro em debates. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, isso irritou a família, que viu no movimento uma pressa indevida, além de ter sido feito sem consulta ao PSL.

Mourão ainda defendeu, na quinta-feira (14), que o país faça uma nova Constituição, mais enxuta e focada em "princípios e valores imutáveis", mas não necessariamente por meio de uma Assembleia Constituinte. Para ele, o processo ideal envolveria uma comissão de notáveis, que depois submeteria o texto a um plebiscito, para aprovação popular - algo que, atualmente, não se enquadra nas hipóteses previstas em lei, destaca a Folha de S. Paulo. 

Para tentar apaziguar a sensação de "racha" na campanha, os filhos de Bolsonaro publicaram em seu perfil no Twitter: "Muita coisa vem sendo falada na tentativa de nos dividir e consequentemente nos enfraquecer. Não caiam nessa! Desde o início sabíamos que a caminhada não seria fácil, por isso formamos um time sólido e preparado para a missão de mudar o Brasil! Não há divisão!".

Ainda na novela nas candidaturas do PT, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) proibiu que candidatos do PT em São Paulo usem propaganda alusiva à candidatura de Lula à Presidência em santinhos e propagandas impressas. A decisão diz respeito às campanhas de Luiz Marinho, Eduardo Suplicy, Rui Falcão e Jilmar Tatto.

4. Noticiário corporativo

Acionistas da Suzano e da Fibria aprovaram na quinta-feira em assembleias gerais extraordinárias, a proposta de fusão anunciada por ambas em março, que criou a maior produtora de celulose do mundo. Os acionistas da Fibria aceitaram a oferta da Suzano, em dinheiro e ações e avaliada na época em R$ 35 bilhões. A união das duas tem sinergias esperadas de R$ 12 bilhões. Pelo preço de fechamento das ações na quarta-feira, o valor de mercado combinado das companhias é de cerca de R$ 100 bilhões, o que coloca o conglomerado entre as 10 maiores empresas listadas na Bolsa. A conclusão da operação ainda está sujeita à aprovação de autoridades de concorrência do Brasil e do exterior.

A Equatorial Energia anunciou emissões de até R$ 1,43 bilhões em títulos. A Eztec anunciou empreendimento residencial de R$ 106 milhões em São Paulo.

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