Possibilidade de reforma ministerial afeta a bolsa

Publicado em 14/11/2017 por Jornal do Comércio - RS

O Índice Bovespa caminhava para sua terceira queda consecutiva nesta segunda-feira, mas inverteu a tendência rapidamente na última hora de negócios, com a notícia do pedido de demissão do ministro das Cidades, Bruno Araújo. A saída do ministro, da cota do rachado PSDB, foi interpretada como indicativo do início da reforma ministerial imposta pela base governista como condição para a aprovação da reforma da Previdência.
Ao longo de toda a sessão, o Ibovespa mostrou fraqueza, operando abaixo dos 72 mil pontos. Com a virada no final, o índice avançou para os 72.475 pontos, em alta de 0,43%. Os negócios na bolsa somaram R$ 8 bilhões.
Durante todo o dia, a escassez de notícias e o esvaziamento da agenda parlamentar na semana, devido ao feriado da Proclamação da República, na quarta-feira, colocou a reforma da Previdência em uma espécie de "stand by". As articulações políticas do governo, no entanto, continuaram ativas. Segundo a consultoria Eurasia, além da reforma ministerial, a outra estratégia do governo deverá ser a de um novo esforço em sua estratégia de comunicação para "vender" a reforma.
Na análise por ações, somente quatro papéis fecharam em queda. Entre elas estiveram as da Petrobras, que terminaram a segunda-feira com perdas leves, com o investidor à espera da divulgação do balanço trimestral da companhia.
Já o bom desempenho das ações da Vale e das empresas siderúrgicas foi influência positiva durante todo o dia. Os papéis refletiram as expectativas positivas para a produção industrial da China e a alta do minério de ferro.
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