Randolfe convoca frente pelo crescimento do Brasil e destaca crise no Amapá - Diário do Amapá

Publicado em 08/11/2018 por Diário do Amapá

A pobreza do Amapá é tão gritante, que o Ministério do Desenvolvimento Social revelou que 43% da população sobrevive com renda mensal inferior a um salário mínimo.

O senador Randolfe Rodrigues (REDE - AP) utilizou a Tribuna do Senado Federal nessa quarta-feira (7) para convocar os parlamentares a formularem uma agenda para a retomada do crescimento no país, exigindo responsabilidade em votações que aumentem o gasto público, diante do delicado momento da economia brasileira e das altas taxas de desemprego.

 

Randolfe afirmou que, no Amapá, a face da recessão se mostra ainda mais cruel. Os projetos de reajuste dos subsídios dos ministros do STF e da PGR, por exemplo, terão um impacto adicional de R$ 15 bilhões para as contas do estado, com seu efeito cascata sob o funcionalismo. "O estado do Amapá já possui um déficit próximo da casa de R$ 1 bilhão e seguirá parcelando salários: como aprovar essa medida, autorizando gasto extra pra população já sufocada com o desemprego e a diminuição de salários?".

 

O senador lembrou ainda que o Estado do Amapá é uma das economias menos desenvolvidas do Brasil. O PIB amapaense é de aproximadamente R$ 18 bilhões, sendo o 26º no país, o que corresponde a 0,2% da economia nacional. Segundo a PNAD do IBGE, no primeiro trimestre de 2018, no Amapá se registrou a pior taxa de desemprego do país, com 21,5% de desocupados, bem acima da média nacional que foi de 13,4%. "Isto significa aproximadamente 80 mil pessoas, em idade e condições de trabalhar, sem emprego e sem meios para sustentar a si e a suas famílias no nosso Estado", afirmou Randolfe.

A pobreza do Amapá é tão gritante, que o Ministério do Desenvolvimento Social revelou que 43% da população sobrevive com renda mensal inferior a um salário mínimo. Em Itaubal, este percentual alcança o inacreditável número de 94% da população com renda menor que um salário mínimo. "Não aceitaremos nenhum retrocesso nas conquistas obtidas! Precisamos, pelo contrário, avançar na real implementação da Zona Franca Verde e garantir as mínimas condições de vida para a população dos Estados periféricos do Brasil, como AmapT, defendeu Randolfe.

 

O senador também lembrou em seu discurso que ontem (6), durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH), a Subcomissão do Estatuto do Trabalho chegou à conclusão que o primeiro ano de vigência da reforma trabalhista não trouxe nenhum beneficio ao trabalhador: "A reforma, que votamos contra, como já esperávamos, só prejudicou o trabalhador: ampliou o desemprego e reduziu os salários", afirmou.