Sede da Secretaria da Saúde de Porto Alegre tem segurança reforçada após ataque

Publicado em 02/12/2018 por Correio do Povo

Criminosos invadiram o local no sábado e levaram uma arma e um colete balístico de um vigilante

Guarda Municipal reforça a segurança da sede da Secretaria da Saúde de Porto Alegre | Foto: Alina Souza

A Guarda Municipal reforçou a segurança da sede da Secretaria da Saúde de Porto Alegre após o ataque em seus dependências, ocorrido no início da tarde de sábado. Na manhã deste domingo, uma equipe permanece de prontidão no prédio, situado na esquina das avenidas Loureiro da Silva e João Pessoa.

Um grupo de cinco criminosos invadiu o local com o objetivo de arrombar dois caixas eletrônicos existentes no térreo. Servidores foram rendidos e avisados que apenas terminais bancários seriam alvo, mas a quadrilha acabou depois desistindo do plano. Na fuga, os ladrões levaram uma arma e um colete balístico de um vigilante.

O veículo em que o bando embarcou não foi identificado. Policiais militares do 9º BPM foram acionados e realizaram buscas na região. Equipes da Polícia Federal e da Polícia Civil compareceram no local, que ficou isolado para a perícia.

Em nota oficial, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul disse que o ataque ocorreu entre 12h e 13h de sábado. "No momento do ataque trabalhavam no prédio médicos e demais servidores da equipe de regulação de leitos que mantém plantão 24 horas", relatou a entidade.

A presidente em exercício do Simers, Maria Rita de Assis Brasil, declarou que a situação reforça o problema da segurança que afeta cada vez mais os serviços de saúde. Ela cobrou ações dos governos estadual e municipal. "A cada novo caso temos impacto enorme para quem está trabalhando. É preciso adotar medidas que barrem os criminosos e garantam normalidade para que as pessoas responsáveis por levar saúde possam fazer seu trabalho sem correr riscos. Ainda bem que não houve feridos ou algo pior", observou.

Conforme o Simers, o Rio Grande do Sul já registrou 100 casos de violência na saúde entre 2014 e 2018. Apenas neste ano são 15 ocorrências, das quais nove na Capital.