Servidores protestam contra fim da Fundação Hospitalar

Publicado em 11/10/2017 por Jornal da Cidade - Sergipe

Foto: André Moreira/Equipe JC
Sintasa pede aos deputados garantia ao servidor concursado a permanência no serviço público; Para Augusto, trabalhador não deve ser prejudicado por falha de gestão

Os servidores da Saúde do Estado de Sergipe se manifestaram nessa terça-feira, 10, em frente à sede da Assembleia Legislativa (Alese) contra a possível extinção da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS). No dia 27 de novembro acontecerá uma audiência junto ao Ministério Público Federal, onde será definido o destino da fundação. Os cerca de seis mil trabalhadores concursados temem a demissão em massa, portanto, lutam para que a FHS permaneça de portas abertas. No momento do ato, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde em Sergipe (Sintasa), Augusto Couto, apresentou um documento solicitando apoio aos deputados estaduais.

 

O Sintasa pede aos legislativos a criação de um decreto que possa garantir ao servidor concursado a permanência no serviço público. De acordo com Augusto, os trabalhadores não devem ser prejudicados por falhas das gestões. 

 

"Estamos nos antecipando porque queremos provocar o Governo do Estado e pedir aos deputados que nos apoiem. Por mais que a fundação seja extinta, precisamos garantir o direito do empregado de continuar na Secretaria de Estado da Saúde (SES), porque nós entendemos que o concurso foi feito pela própria Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), e no contrato tem dizendo que nenhum servidor pode ser demitido. Esperamos que os deputados leiam esse documento, que é uma carta com todo o histórico da FHS desde quando ela iniciou, mostrando que os profissionais não têm nada a ver com os problemas de gestão", ressalta Augusto. 

 

Segundo Augusto, o Sintasa buscou a Procuradoria Geral do Estado (PGE) para um parecer jurídico, e a resposta do órgão foi salutar. "A PGE se manifestou dizendo que já tem um parecer que garante que a fundação não acabe. Esperamos que o próprio secretário da Saúde mantenha essa linha", explica. 

 

Couto acrescenta que enquanto nada se define, os servidores estão trabalhando sob pressão. "Ninguém trabalha bem com uma pressão como essa. Dos últimos três anos para cá se diz que a fundação vai acabar. Tem essa decisão do dia 27, e os servidores estão angustiados, sem saber como lidar. O sindicato está saindo na frente, cobrando, porque queremos levar esta garantia ao trabalhador: o direito dele de continuar no serviço público", diz.