Alckmin diz que não quer presidência do PSDB

Publicado em 14/11/2017 por DCI

14/11/2017 - 05h00

Alckmin diz que não quer presidência do PSDB

Incensado como um líder capaz de "convergir" e "pacificar" alas do partido, governador de São Paulo reafirma que não pretende ser o líder do partido, mas comenta que decisão será da sigla

Governador é visto como único capaz de unir as alas do partido e se fortalecer para a eleição de 2018
Governador é visto como único capaz de unir as alas do partido e se fortalecer para a eleição de 2018
Foto: AMANDA PEROBELLI / ESTADÃO CONTEÚDO

São Paulo - Cotado para ser o representante do PSDB na eleição presidencial de 2018, o governador Geraldo Alckmin também é colocado como um possível presidente da sigla. Ele, no entanto, voltou a afirmar que não pretende assumir o posto.

O tucano participou ontem (13) de uma cerimônia de formatura de agentes penitenciários, em São Paulo, e comentou que os candidatos oficiais à presidência do partido - o senador Tasso Jereissati (CE) e o governador de Goiás, Marconi Perillo - são dois "ótimos nomes". "Não pretendo ser candidato à presidência do partido. Temos dois nomes disputando e ótimos nomes que também podem ser avaliados. Esta é uma questão que cabe ao partido", disse a jornalistas.

Na convenção estadual do PSDB, domingo (12), ele foi aclamado como solução para "pacificar" as crises internas. Entre os dramas do tucanato, a permanência no governo Michel Temer é o principal deles, uma vez que as alas pró e contra permanência arriscam uma debandada conjunta, a depender do desfecho da trama.

O primeiro passo para essa retirada do governo foi dado ontem, com o pedido de demissão do ex-ministro Bruno Araújo, das Cidades. Sua pasta era um dos pedidos da base aliada para ser remanejada a outro partido. Bruno volta à Câmara dos Deputados.

Olho na República

O governador conta com o apoio explícito do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do presidente do Instituto Teotônio Vilela (braço intelectual do PSDB), José Aníbal. FHC pondera, no entanto, que só deixa de apoiar Alckmin para fechar com Tasso caso haja convergência com o senador.

"Essa é um hipótese e se confirmar teremos uma figura agregadora, que cria grande convergência no partido nacionalmente. Não que os outros dois [Tasso e Perillo] não consigam, mas ele [Geraldo] tem um delta a mais", disse Aníbal. Em sua visão, Alckmin não se desgasta na presidência, uma vez que poderá ser o candidato do partido nas eleições e comandar o PSDB demandará um "olhar constante para os desafios do País".

Além disso, prossegue Aníbal, liderar o PSDB não deve ser apenas "administrar questões internas", porém dialogar com a sociedade e montar um programa de governo.

Apesar de não se colocar como candidato, Alckmin repete o mantra da "decisão de um País inteiro", indicando que o colegiado de São Paulo não será fator determinante na equação a ser montada no início de dezembro - quando acontece a convenção nacional.

Questionado sobre as alianças da chapa para 2018, Alckmin, disse que é preferível não fechar com siglas empenhadas em se candidatar. "Aqueles que não tiverem candidato próprio e que pudermos fazer aliança em torno de programa, esse é o caminho", avaliou o tucano.

Diego Felix

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