Caravana de Lula

Publicado em 12/02/2018 por Jornal do Comércio - RS

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vai desistir da disputa ao Palácio do Planalto, porque, conforme já havia dito, uma "coceirinha" o faz seguir adiante. "Pobres daqueles que acham que, prendendo o Lula, acaba a luta. Quero avisar a elite: esperem, que vamos voltar", afirmou. Em todas as suas manifestações, Lula tem dito ser vítima de um pacto entre o Judiciário e a imprensa para acabar com seu partido. Uma caravana com Lula vai percorrer os estados do Sul, a partir do próximo dia 27, para aproximá-lo das regiões onde ele sofre maior resistência do eleitorado.
Aproximar as bases
O ex-presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia (PT-RS, foto) afirma que o objetivo é ficar mais perto da população. A caravana começa na capital gaúcha e vai percorrer o Estado, passando por Santana do Livramento, Erechim, Santa Maria, São Borja, Palmeira das Missões e Ronda Alta. Segundo o parlamentar, será uma grande caravana que irá reunir setores mais variados da sociedade gaúcha. "Professores, metalúrgicos, agricultores, trabalhadores do campo e da cidade."
Manifestações fortes
Marco Maia avalia que já houve um bom feedback no dia 24 de janeiro, quando do julgamento de Lula em Porto Alegre, onde as manifestações foram fortes, com caravanas vindas do Brasil inteiro, mas em especial dos três estados do Sul: Paraná, Santa Cataria e Rio Grande do Sul. A organização é feita pelo PT e pela Frente Brasil Popular, que congrega inúmeras entidades sindicais, sociais e culturais do Brasil. "É uma caravana recheada de entidades de rua, mas também terá encontros com professores, universitários, artistas e políticos. Devemos contar com a presença da senadora Gleisi Hoffmann (Paraná), presidente do PT, e dos líderes do partido no Congresso."
Resgatando a história
O parlamentar adianta que a caravana vai a São Borja. A ideia é convidar o PDT para estar junto, já que a intenção de Lula é fazer uma visita aos túmulos dos ex-presidentes Getúlio Vargas e João Goulart. Estar presente neste espaço que faz parte da história política do Rio Grande do Sul. Marco Maia é enfático ao dizer que "o PT não tem plano B. Nosso plano é o Lula, continua inalterado. Nós vamos brigar no campo jurídico, mas devemos também fazer a disputa política, até porque é público e notório que o julgamento do Lula saiu do campo meramente jurídico e técnico e se transformou num julgamento político".
Julgamento político
O deputado petista reclama da antecipação do julgamento e enfatiza a não existência de provas que justificassem a decisão, muito menos o processo contra Lula. "A decisão foi tomada de forma combinada pelos desembargadores do TRF-4, em Porto Alegre, com votos semelhantes e iguais, exclusivamente para que não houvesse uma prescrição da pena e da idade do presidente Lula", lamenta.