Netanyahu diz que outros países seguirão exemplo dos EUA

Publicado em 07/12/2017 por O Globo

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. - RONEN ZVULUN / REUTERS

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira que "muitos países" seguirão os Estados Unidos em reconhecer Jerusalém como capital israelense e que contatos neste sentido já estão sendo feitos. No entanto, não citou quais seriam esses países. Após a medida anunciada por Trump nesta quarta-feira, Israel implementou reforços militares no território palestino da Cisjordânia, diante da reação do mundo árabe.

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Falando no Ministério das Relações Exteriores de Israel, Netanyahu disse que alguns países podem transferir suas embaixadas de Tel Aviv para Jerusalém antes mesmo da mudança da embaixada dos EUA, já que o governo de Donald Trump disse que tal ação levará alguns anos para ser feita.

Segundo um porta-voz do exército de Istael, reforços militares serão enviados para a Cisjordânia, conforme anúncio desta quinta-feira. Ele indicou ainda que outras forças estão preparadas para intervir em caso de confronto.

Trump foi alvo de forte pressão para que não tomasse tal passo, que pode causar instabilidade nas negociações de paz entre Israel e palestinos e foi criticado por líderes de vários países e organizações. A medida anunciada nesta quarta-feira foi acompanhada da decisão de iniciar o processo de transferência da embaixada dos EUA - hoje em Tel Aviv, que concentra todas as embaixadas no país - para a cidade sagrada.

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O grupo islâmico palestino, Hamas, convocou um novo levante contra Israel nesta quinta-feira depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu Jerusalém como a capital israelense. Ismail Haniyeh disse ainda que a decisão do presidente dos EUA foi uma "declaração de guerra contra os palestinos", segundo o jornal "Al-Jazeera".

Para o representante-chefe dos palestinos no Reino Unido, Manuel Hassassian, a ação de Trump é "um beijo da morte para a solução de dois Estados" e representa um conflito aberto com os milhões de muçulmanos da região.

- Ele está declarando guerra no Oriente Médio, ele está declarando guerra contra 1,5 bilhão de muçulmanos (e) centenas de milhões de cristãos que não irão aceitar que os santuários sagrados estejam totalmente sob a hegemonia de Israel - disse Hassassian à rádio BBC.