Pezão diz que não chamará Exército para patrulhar as ruas no carnaval

Publicado em 12/01/2018 por O Globo

Pezão e Jungmann em reunião no Palácio Guanabara - Guilherme Pinto / Agência O Globo

RIO - O governador Luiz Fernando Pezão negou que o Estado do Rio vá pedir o reforço das Forças Armadas para patrulhar as ruas do Rio durante o carnaval, desmentindo as declarações feitas na quinta-feira pelo prefeito Marcelo Crivella. Segundo Pezão, antes da reunião com a cúpula da Segurança, ele conversou com o prefeito do Rio, que sequer comentou sobre o pedido do Exército. Durante a reunião, que teve como objetivo a assinatura de um protocolo de intenções entre o Governo Federal e o estado para as ações do plano integrado de Segurança no estado, o governador defendeu a participação das prefeituras:

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- Se não tivéssemos este apoio, dificilmente teríamos estes resultados. Ainda tem muito para ser feito, mas estamos colhendo os primeiro frutos. A criação do Fundo Nacional de Segurança é o maior legado que deixaremos para os próximos governos.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, que também ironizou o prefeito Crivella, e afirmou que não haverá ocupação.



- É muito justo que o prefeito se preocupe com o seu carnaval, mas como ficariam as outras cidades como Salvador e Recife? Eles poderim dizer que quem não gosta de frevo bom sujeito não é - afirmou o ministro.

Na quinta-feira, o prefeito Marcelo Crivella disse que pediu policiamento ostensivo das Forças Armadas nas ruas durante o período do carnaval do Rio, assim como o ocorreu durante a Olimpíada, em 2016. Ele também tentou minimizar a polêmica com o mundo do samba, tema de grandes controvérsias no seu primeiro ano de gestão, como o corte na subvenção das escolas de samba, e fez uma paródia da música "O samba da minha terra", de Dorival Caymmi, e cantou que "quem não gosta de samba, bom prefeito não é".

Durante a apresentação do esquema para o carnaval de 2018, o prefeito Marcelo Crivella afirmou que a segurança da folia, pela primeira vez, será feita por seguranças privados. Serão 3.375 vigilantes de empresas privadas. O prefeito anunciou ainda que serão cinco centros de videomonitoramento (com 70 câmeras), custeadas pela verba dos patrocinadores. Além disso, serão dez Torres de segurança para atuação da Guarda Municipal e da Polícia Militar.