Mulheres cobram mais igualdade e fim da violência na Amazônia

Publicado em 09/03/2018 por Amazônia Real

Mulheres foram às ruas no Dia Internacional da Mulher nas cidades de Altamira e Belém (PA), Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Porto Velho (RO). Carregando faixas e cartazes, elas defenderam a igualdade de gênero, a liberdade de suas escolhas, a democracia e protestaram contra a violência, o machismo, o feminicídio, a perda de direitos no trabalho e na previdência, além das ameaças de impactos ambientais. Nesta quinta-feira (8), mulheres de todas as idades, mas principalmente as jovens, deram um novo alento à luta feminista na Amazônia.

Em Altamira, elas pararam um dos principais entroncamentos da cidade na parte da manhã. Houve protesto contra a mineradora Belo Sun, obra suspensa pela Justiça, e a usina hidrelétrica de Belo Monte, em atividade no rio Xingu. Ambos projetos provocam grande impacto socioambiental, conflitos e aumento da violência na região, em especial na Volta Grande do Xingu. Lideranças como Antonia Melo, do Movimento Xingu Vivo para Sempre, participaram do ato. “As mulheres de Altamira lutaram neste 8 de março contra uma ideia de desenvolvimento que as coloca na posição de restos. Na paisagem das múltiplas identidades que marcam a região, entrou um cartaz brutal: o das “Mães do Xingu. Neste 8 de março, elas carregaram pelas ruas a memória de seus filhos assassinados”, disse a jornalista Eliane Brum, que acompanhou o protesto em Altamira.

Nas ruas de Belém, 400 mulheres camponesas protestaram contra a refinaria Hydro Alunorte, punida pela Justiça do Pará por acusação de poluição de resíduos químicos da produção de bauxita nos mananciais do município de Barcarena, a 40 quilômetros de distância da capital paraense.

A Praça do Centro Cívico, em Boa Vista, foi tomada por mulheres, entre elas muitas indígenas, negras e migrantes. O protesto reuni um total de 150 pessoas. Batuques e tambores marcaram a marcha. O ato pelo Dia Internacional da Mulher, organizado pelo Núcleo de Mulheres de Roraima, União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira, sindicatos e coletivos feministas, focou em críticas sobre os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, enfatizando o aborto. As artistas da Companhia de Teatro MeioFiu fizeram uma performance. “Nenhuma mulher deve ser presa, ficar doente ou morrer por abordar”, dizia uma dos cartazes.

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