Pesquisa revela o potencial turístico para observação de pássaros da Floresta Nacional de Tefé

Publicado em 06/07/2018 por O ECO

Lar de cerca de 1.300 espécies de aves, o bioma Amazônia oferece variedade e beleza de fauna em lugares como a Floresta Nacional de Tefé (AM). A unidade de conservação foi foco da pesquisa  Potencial para turismo de observação de aves na Floresta Nacional de Tefé, que identificou 198 espécies de aves na região. Em março deste ano, uma equipe de pesquisadores fez um levantamento de espécies para conhecer melhor a diversidade de aves na área protegida e poder oficializar a criação de um pacote turístico de observação de aves.

A equipe visitou três comunidades da floresta e percorreu 29,25 km em terra firme e 18,73 km em igapó, totalizando mais de 40 horas de atividade. As observações começavam cedo, seguindo trilhas na mata usadas pelos moradores para coleta de castanha e outras que já estão sendo preparadas para a atividade turística.

“As espécies foram identificadas por visualização ou por registro sonoro. Foram amostrados ambientes de terra firme, igapó e igarapés e suas matas ciliares. Identificamos 198 espécies de 48 famílias de aves, algumas com grande apelo para o turismo, seja por sua beleza, raridade, dificuldade de observação ou grau de ameaça”, explicam os pesquisadores.

Entre os animais observados, estão espécies altamente atrativas para observadores de pássaros, como a choquinha-do-madeira (Epinecrophylla amazônica), formigueiro-dataoca (Hafferia fortis), marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster) e saíra-diamante (Tangara velia). Destaques para o gavião-real (Harpia harpija) e para a choca-pintada (Megastictus margaritatus), ave com distribuição restrita e difícil de observar.

O estudo foi conduzido por profissionais com experiência em turismo sustentável de natureza e observação de aves na Amazônia: Pedro Nassar, coordenador do Programa de Turismo de Base Comunitária do Instituto Mamirauá, e Jéssica dos Anjos, bióloga que trabalhou como guia naturalista na Pousada Uacari.

O estudo será apresentado durante os dias 03 a 06 de julho no Simpósio sobre Conservação e Manejo Participativo na Amazônia (Simcon), organizado pelo Instituto Mamirauá. O evento conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Saiba mais em https://www.mamiraua.org.br/simcon.

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