Ruy Santanna: "Reformas têm que atingir todos os poderes, sem troca de favores"

Publicado em 18/08/2017 por Correio do Estado

Com a baderna e ambiente de desestabilização nacional as viúvas e viúvos de Lula e Dilma, respectivamente, tentam desacreditar o Brasil. As famílias que o desgoverno petista, "orgulhosamente", anunciou como membros da sociedade média brasileira porque recebiam uma bolsa mensal de R$ 280,00, agora sabem que não saíram da pobreza. Milhares de famílias estão na lista de inadimplentes porque acreditaram na "nova classe média petista".

O rombo nas contas públicas soma hoje aproximadamente R$ 159 bilhões. Mas, o atual governo recebeu de Dilma um rombo aproximado de R$ 120 bilhões. Temos que ter na cabeça o que Lula já ameaçou com badernas de defesa de sua "inocência" diante da justiça ao invés de ser honesto e recorrer aos canais da própria Justiça para ter reconhecido algum direito. O "exército" de Lula, comandado por Stédile, ostenta faixas de ameaças como se fossem programas de possível governo, mas de olho em badernas e terrorismo. Temos que imobilizar legalmente esses desajustados com a lei, a ordem e o crescimento verdadeiro das pessoas. Mas, como?

É preciso que todos, sem exceção, nos mobilizemos para tornar impossível a corrupção, ou pelo menos que seja extinta a corrupção sistêmica. Sei que alguém poderá alegar que o problema está somente nos políticos.  Eles roubam muito e não têm legitimidade para cobrar nada da sociedade. Então, a única forma de se agir positivamente é mostrar clara e incisivamente que as reformas são complementos no combate frontal à corrupção. Mas isso tem de ser feito com ordem e atitude clara no uso do dinheiro público. Deve-se acabar com meios espúrios de privilégios para camadas superiores do serviço público que são vantagens para poucos. Esse é um combate, e como tal precisa da vigilância popular, da imprensa, e ação do Ministério Público.

Para êxito desse programa precisa-se elevar a autoestima populacional e empresarial. É urgente que o Estado tenha seu tamanho e estômago reduzido. A voracidade do governo tem de ser controlada. Nessa crise provocada pelo PT com falsos "benefícios" com abuso dos cofres públicos o governo e a política estão num tacho que tem que queimar gorduras de privilégios.

O governo federal, todos sabemos que, não produz, mas gasta e muitas vezes gasta mal. O Estado é um governo que tem que assumir um programa de privatizações de empresas que podem e devem ser administradas pelo setor privado. E toco neste ponto porque sei que é profundamente necessária a privatização de várias empresas públicas ou de capital misto.

A redução do Estado e de cargos públicos, no período eleitoral, diminuirão as tentações de os políticos garimparem boquinhas para aumentar prestígio político ou juntar dinheiro público. Tem que se prestigiar a competência de servidores efetivos, de carreira, que trabalhem em órgãos estatais, sem contabilizar prestígio político de quem por ventura estiver no comando. Assim, os espaços para cargos em comissão, fora do quadro efetivo, passariam por redução drástica. Exclusivamente para cargos em pontos chaves poderão ser contratados servidores que seriam responsáveis pela política administrativa. Hoje, sabemos que políticos indicam servidores de terceiro e quarto escalão que atrapalham mais do que ajudam ao governo. Ou só atrapalham.

Esta proposta não deve ser colocada como um mal para o funcionalismo público. O objetivo é fortalecer o funcionalismo. Veja que o aumento de servidores de governo para governo e ano a ano só aumenta. A paralisia que trava a administração direta não favorece aos servidores. O recurso reservado e minguado nesse setor na administração para preencher as vagas de postos-chave é prova real de que os servidores de carreira estão em segundo plano.

Precisamos de reformas que alcancem os três poderes, mas, não para salvar um ao outro e sim concluir honestamente. Ao contrário disso, teremos reformas meia-sola que carregarão muita sujeira para as casas e empresas brasileiras sob os sapatos brilhosos de maus políticos. Assim, acredito que caminharemos para soluções mais efetivas e positivas. Voltarei. Então, por hoje lhe dou o meu bom-dia, o meu bom-dia pra você.