Asfalto em "rua das enchentes", na Freguesia, começa a ceder

Publicado em 07/02/2018 por O Globo

Técnicos da prefeitura isolaram buraco na última segunda - foto do leitor rogério figueiredo

RIO - Há tempos, moradores da Rua Francisca Sales, na Freguesia, sofrem com as frequentes enchentes. A via, repleta de ladeiras, costuma ficar com grandes poças na parte baixa, em dias de chuva, o que obstrui as galerias de águas pluviais. No início da semana, porém, foi constatado um problema mais grave, que eles acreditam ser consequência das enchentes: trechos do asfalto estavam cedendo.

Em frente ao número 542, um grande buraco se formou, e moradores notaram que o piso, nesse trecho, parecia oco.

- É uma desgraça anunciada. O primeiro caminhão que passar vai afundar. Seria o caso de interditar a rua? Coloquei obstáculos para ninguém estacionar do outro lado, mas assim mesmo estou preocupado - afirmou o morador Rogério Figueiredo.

Na opinião dele, o problema é resultado dos alagamentos frequentes na via:

- O suporte do solo deve ter sido removido por causa das enchentes, e os paralelepípedos e a capa do asfalto estão afundando. As galerias da rua precisam ser desobstruídas, porque estão cheias de areia até a borda. Mas, além dos reparos urgentes, os moradores lutam há muito tempo por uma solução definitiva. Se não, em breve teremos crateras na rua.

Há dois anos, O GLOBO-Barra fez uma reportagem mostrando que a Rua Francisca Sales estava recebendo obras da prefeitura. Os reparos, porém, eram apenas paliativos, para desobstrução das galerias. Na época, moradores já avisavam que, se não houvesse alteração na infraestrutura, com o aumento da galeria de água pluvial, os alagamentos voltariam. Foi o que ocorreu.

A Associação de Moradores da Freguesia está preparando um documento solicitando "ações urgentes para resolver os problemas da Francisca Sales". Uma equipe da Rio-Águas esteve no local no dia 18 de janeiro e fez um relatório em que atestou a existência de uma "bacia" na altura do número 542, formada por causa de dois declives próximos. No trecho, o acúmulo de sedimentos é maior. A solução sugerida foi a "limpeza recorrente das galerias".

- Nós discordamos desse laudo. Um buraco no asfalto mostra que a questão não é só de limpeza das galerias - afirma Juan Tomsic, diretor da associação.

Na segunda-feira passada, as queixas chegaram ao superintendente de Jacarepaguá, Flavio Caland, que solicitou uma visita de equipes da Secretaria de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma) e da Fundação Rio-Águas ao local. Após uma vistoria, realizada no mesmo dia, os técnicos disseram que a Cedae é a responsável pelos reparos iniciais, pois o buraco seria decorrente de vazamento de esgoto. A companhia, por sua vez, diz que vai mandar funcionários ao local para confirmar a informação. Após esse conserto, a Seconserma fará a desobstrução das galerias e "vai inserir o local em sua programação, a fim de realizar os serviços necessários constantemente".

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