Avant-première

Publicado em 09/02/2018 por Valor Online

Paulinho da Viola integra Carnaval do Sesc Pompeia No clima do Carnaval, Paulinho da Viola sobe ao palco do teatro do Sesc Pompeia (rua Clélia, 93, SP) ao lado da filha Beatriz Rabello para os shows "Bloco do Amor". No set list, sambas do repertório de Paulinho sobre encontros e desencontros amorosos, com a banda Mulato Velho e a participação especial do violonista João Rabello, filho do músico. As apresentações ocorrem hoje e amanhã, às 21h, e domingo, às 18h. A programação carnavalesca do Sesc Pompeia inclui ainda Pretinho da Serrinha com Seu Zé Luís do Império (hoje), Nilze Carvalho e Noca da Portela, Thobias da Vai-Vai (amanhã e domingo) e Sandália de Prata (segunda e terça-feira). Cinema de mercado Em cartaz com "Fala Sério, Mãe!", que chegou a 2,9 milhões de espectadores na última semana, o produtor André Carreira planeja o lançamento neste ano dos "blockbusters" "Os Farofeiros" e "O Candidato Honesto 2". Para os próximos anos, a produtora Camisa Listrada prepara "O Palestrante", com Fábio Porchat, e filmes baseados na vida do humorista Mussum e no personagem Paulinho Gogó, de "A Praça É Nossa". "Nunca conseguiríamos encontrar ponto de equilíbrio do negócio produzindo apenas filmes autorais e documentários", diz Carreira. Comédias sim A produtora mantém projetos autorais, como um docudrama sobre o paisagista Burle Marx, um documentário sobre a imigração italiana no Sul do Brasil e a biografia de José Arigó, que dizia incorporar o espírito de dr. Fritz. "O cinema comercial é fundamental para a nossa sustentabilidade", diz André Carreira. "Não vejo nenhum demérito em produzir comédia, gênero historicamente competitivo do cinema brasileiro e capaz de fazer frente aos estrangeiros." Potencial econômico À frente da Ancine, Christian de Castro quer regulamentar uma linha do Fundo Setorial do Audiovisual destinada a entrada de recursos em fundos de investimentos. A intenção é apoiar uma carteira de iniciativas de uma determinada companhia. Com apoio de parceiros como BNDES, o executivo pretende estimular o crescimento das empresas do setor. "Esse tipo de investimento possibilita uma expansão consistente num horizonte de médio a longo prazo." Brasil vendedor A Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em agosto, promoverá rodadas de negócios com agentes estrangeiros. A iniciativa fará parte do programa Brazilian Publishers, focado em exportação. "O Brasil sempre foi conhecido como comprador de títulos internacionais, mas não como vendedor", diz Luís Antonio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro, à frente da Bienal. "Queremos inverter essa curva." O dirigente contabiliza receita de US$ 1,5 milhão em venda de direitos autorais pelo mercado brasileiro, por meio do programa. Recuperação Torelli projeta ano positivo e cita pesquisa que verificou expansão de 6% em faturamento e 4,5% em volumes, em 2017. Há a expectativa de retomada do programa de compra de livros pelo governo federal e a criação da plataforma Metabooks. Acessado por editoras, livrarias e bibliotecas, o banco de dados reúne informações sobre títulos e deve agilizar e ampliar operações comerciais. "Uma pesquisa na Alemanha apontou que as editoras que aderiram ao sistema ampliaram as vendas em até 80%."