Carnaval deve aquecer a reciclagem de latinhas no país

Publicado em 08/02/2018 por Amazonas Notícias

Período de festa promete contribuir para a coleta de latas de alumínio para bebidas, atividade que injeta R$ 947 milhões na economia nacional, a cada ano

Com o calor e a popularização do carnaval de rua por todo o país, o consumo de bebidas em latas de alumínio deve aumentar proporcionalmente em fevereiro. Alegria para os foliões e para os catadores, que veem no período uma das grandes oportunidades de coleta da embalagem mais reciclada no mundo.

A expectativa é que os foliões contribuam para que o país se mantenha entre os líderes no ranking desse tipo de reciclagem, com índice nacional de 97,7% ou 286,6 mil toneladas de latinhas (2016), segundo a Associação Brasileira do Alumínio e a Abralatas (ABAL).

"No Carnaval temos um aumento natural no consumo de bebidas em latas de alumínio, o que impulsiona a indústria de reciclagem no período posterior ao feriado. O carnaval de rua está crescendo ano após ano, em cidades como São Paulo e Belo Horizonte, o que deverá aumentar o consumo deste tipo de embalagem, promovido também pela recuperação econômica do país", comenta Mario Fernandez, coordenador do Comitê de Reciclagem da ABAL.

Segundo o Ministério do Turismo, as festividades devem injetar R$ 11,14 bilhões na economia nacional. E seis cidades serão responsáveis por 65% de toda movimentação financeira: Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Recife e Olinda, correspondendo a R$ 7,4 bilhões.

Embalagem mais reciclada do mundo

Relatório elaborado pela Resource Recycling Systems (RRS), consultoria internacional de sustentabilidade, confirmou que a lata de alumínio é a embalagem para bebidas mais reciclada do mundo.

O estudo foi realizado a pedido das associações de fabricantes da lata no Estados Unidos (CMI), na Europa (BCME) e no Brasil (Abralatas) e constatou uma taxa de reciclagem global de 69% das latinhas comercializadas, contra 43% do PET e 46% do vidro.

Para Renault Castro, presidente-executivo da Abralatas, a estabilidade do índice nacional, próximo a 100% nos últimos 10 anos, confirma o sucesso do modelo de reciclagem da lata e aponta um importante diferencial competitivo da embalagem sobre suas concorrentes. "Em tempos de aquecimento global, quando se busca uma economia de baixo carbono, esta é uma grande vantagem."

O estudo registrou os índices de reciclagem da embalagem em 2015 no Brasil (98%), na Polônia (79%), no Japão (77%), na Itália (72%) e nos Estados Unidos (55%).