Como crescer com inteligência

Publicado em 13/11/2017 por DCI

13/11/2017 - 05h00

Como crescer com inteligência

-

Como fazer para que uma cidade consiga crescer de maneira inteligente e sustentável no futuro, evitando que a necessidade de desenvolvimento econômico não seja uma armadilha para a qualidade de vida de seus habitantes? A resposta pode estar no planejamento de longo prazo e na digitalização dos serviços e atividades. A startup EasyPark divulgou seu ranking de cidades inteligentes, com bons exemplos da vanguarda do crescimento urbano consciente.

A lista, encabeçada por Copenhague, tem 500 aglomerados urbanos de todo o planeta e traz avaliações de 18 fatores considerados essenciais para as localidades que desejam se preparar para as décadas vindouras. Segundo o estudo, a cidade dinamarquesa apresenta níveis baixos de congestionamento no trânsito e tem investido pesado em energias limpas. Existe uma previsão de tornar 100% livre de emissões de carbono até o ano de 2025.

O Brasil não está muito bem representando no estudo (São Paulo aparece na 80ª posição e o Rio de Janeiro na 86ª), mas as duas cidades obtiveram boas notas em iniciativas de energia limpa, proteção ao meio ambiente, participação popular e oferta de pontos de Wi-Fi. O que puxa a média geral das cidades brasileiras para baixo são as notas recebidas em mobilidade, planejamento urbano, e-governo, cobertura 4G e penetração celular.

A EasyPark aproveita sua expertise em análise de dados sobre sistemas inteligentes de trânsito para divulgar o conhecimento e sugerir as melhores experiências para que as metrópoles continuem habitáveis, mas há quem acredite que os avanços tecnológicos tendem a tornar desnecessário habitar áreas urbanas.

O especialista Yori Kamphuis, por exemplo, defendeu em artigo no site do Fórum Econômico Mundial que a quarta revolução industrial reduzirá a necessidade de proximidade, que motivou os processos de urbanização. Para ele, como tudo está se tornando descentralizado ou distribuído, o mesmo acontecerá com as cidades. Enquanto isso não acontece, melhor investir numa convivência sustentável.

Assuntos relacionados:

editorial