Da genética à eletroquímica, saiba as tendências das provas de biologia e química

Publicado em 11/11/2017 por Diário do Pará Online

As disciplinas de biologia e química também integram a área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias. Portanto, estarão presentes na segunda prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicada neste domingo (12) em todo o País. Mais de 252 mil candidatos compareceram no primeiro dia de prova apenas no Pará. 

Professor de biologia do colégio Equipe, Elton Costa destaca que, apesar da mudança da banca organizadora do Enem - neste ano a Vunesp, FGV e Cesgranrio passaram a assumir a função -, a primeira prova do exame confirmou que o estilo e a filosofia do Enem não foram alterados. Portanto, o que se espera é que o estilo também permaneça o mesmo nas provas de Ciências da Natureza. "A primeira prova também nos trouxe uma coisa que já desconfiávamos: o Enem continua o mesmo. Isso pode significar que os clássicos do Enem vão continuar a cair", relaciona.

Na disciplina de biologia, um dos clássicos é, segundo o professor, o tema do meio ambiente. Dentro desse contexto, o exame já abordou questões sobre ecologia, relações ecológicas, intervenção do homem sobre o ambiente - tanto para degradar, quanto para melhorar. São conteúdos aos quais os alunos devem ficar atentos. "Todo ano, desde que o Enem virou processo seletivo, cai meio ambiente".

Elton Costa, professor de biologia, acredita que a prova de Ciências da Natureza deve abordar muitas questões de ecologia. (Foto: Ricardo Amanajás/Diário do Pará)

Outros temas que costumam ser cobrados na disciplina de biologia são genética e o mundo celular. "Organela citoplasmática é uma coisa que cai bastante", afirma Elton Costa. "Bioquímica também costuma cair e o interessante para o aluno é ficar atento, porque muita gente tem dificuldade de diferenciar se a questão é de biologia ou de química. O aluno não deve ficar fechado só em uma disciplina".

ATENÇÃO AO DISTRATOR

Independentemente do tema abordado, o professor orienta que os candidatos analisem com cuidado os textos-base e o enunciado de cada item. Ele lembra que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) sugere que não existam 'pegadinhas' nas questões, por considerarem essa estratégia antipedagógica. De qualquer forma, a abordagem do exame adota o que se chama de distrator.

Elton explica que a palavra "distrator" vem da palavra distração. Portanto, pode confundir o aluno na hora de escolher qual é a resposta correta. O distrator é uma alternativa que pode ser colocada e cujo conteúdo está correto, porém não condiz com o texto colocado na questão. "Às vezes, o aluno fica distraído e vê uma alternativa que tem uma informação conceitualmente correta e pensa que aquilo pode ser o correto e acaba marcando-a e errando. Ele erra porque a alternativa, apesar de conceitualmente correta, não está de acordo com o texto base", reforça. "Por isso, é preciso ficar bem atento ao distrator. Em ciências da natureza, o distrator confunde bastante."

QUÍMICA DEVE APARECER EM 15 QUESTÕES

Francisley Rodrigues, professor de química, aposta que um dos temas da prova será estequiometria. (Foto: Ricardo Amanajás/Diário do Pará)

No caso da prova de química, o professor da disciplina no Equipe, Francisley Rodrigues, aponta que, no Enem, os assuntos mais recorrentes são estequiometria, reações orgânicas, separação de misturas, concentração das soluções e eletroquímica. Segundo ele, as estatísticas apontam que das 45 questões de Ciências da Natureza, química costuma aparecer, em média, em 15 enunciados. "Só que a prova de química costuma ter um número grande de questões que os alunos reclamam, questões um pouco mais difíceis", considera. "Mas o aluno não deve se preocupar com isso, porque vale aquela máxima do Enem: fazer o que for mais fácil. Ele deve ter tranquilidade e acreditar no trabalho que foi feito".

Francisley avalia que a prova do Enem, especificamente na disciplina de química, não é muito diferente de outros vestibulares. Segundo ele, o aluno que, ao longo do ano, fez o maior número possível de questões e que vem estudando corretamente, não deverá ser surpreendido. "Posso falar que a prova de química no Enem é uma prova 'tradicional', não é com surpresas. Ela acaba trazendo as mesmas coisas de antes, mas isso não significa que seja fácil".

No momento da resolução, o aluno deve estar preparado para a possibilidade de se deparar com uma ou outra questão difícil, mas ele não pode deixar que isso o abale emocionalmente. A estratégia continua sendo focar nas questões mais acessíveis e de média complexidade.

(Cintia Magno/Diário do Pará)