A força das micro e pequenas empresas

Publicado em 07/10/2017 por O Estado do Maranhão

A força das micro e pequenas empresas

Na nomenclatura elas são chamadas micro e pequenas empresas (MPEs). Mas pela importância e pelo que representam para a economia, devem ser vistas como grandes. Afinal de contas, esse segmento responde por quase 14 milhões de trabalhadores com carteira assinada em todo o Brasil.

De modo que esses pequenos negócios se transformaram nos maiores empregadores do país, com mais da metade da força de trabalho formalizada e mais de 95% da representatividade empresarial brasileira.

Assim como o agronegócio sustenta a economia brasileira, as MPEs assumem papel importante, especialmente nesse momento de dificuldades, pois além de gerar emprego também contribuem para a arrecadação de impostos.

E um dado que merece ser destacado: esse segmento tem crescido em quantidade nos últimos 10 anos, estimulado pela Lei Geral, mas também em termos de qualidade, o que fortalece ainda mais o setor.

As MPEs estão presentes em todas as regiões do país, contribuindo fortemente para o desenvolvimento local. O Norte do Brasil registra em termos proporcionais um percentual elevado de empreendedores, com destaque para o Amapá 78,7% de participação, reunindo 9.290 micros; 1.585 pequenos; e 2.938 estabelecimentos de outros portes, seguido por Roraima (74,8%) e pelo Amazonas (74,5%).

No Nordeste, o Maranhão também tem presença maciça do empreendedorismo, resultado, é bom reforçar, do trabalho realizado pelo Sebrae, que antes mesmo da implantação da Lei Geral vinha estimulando a abertura de micro e pequenos negócios, em todos os segmentos econômicos.

Os números mostram que hoje existem cerca de 170 mil micro e pequenas empresas no Maranhão, que respondem por mais de 94% das empresas formalizadas e por quase 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado.

No estado, 45,7% das MPEs estão em atividades de comércio e serviços. Em 2010, o Maranhão tinha pouco mais de 60 mil microempresas e microempreendedores individuais ativos. No final do passado, esse número já estava em quase 168 mil empreendimentos, representando aí um aumento de 278% em seis anos.

De um modo geral, no Brasil, o comércio é, disparado, o setor de maior número de micros e pequenos empreendimentos. São, no total, 2.578.631 empresas desses portes, sendo 2.282.734 micros e 295.897 pequenos negócios. Em seguida, serviços, com 2.035.667 empreendimentos, dos quais 1.744.804 são micros e 290.863 pequenos negócios.

O surgimento da figura do microempreendedor individual (MEI) veio contribuir para um crescimento maior do empreendedorismo no estado, criando um ambiente propício ao nascimento, crescimento e sustentabilidade desses negócios. Com isso, milhares de pessoas que estavam na informalidade, hoje têm uma identidade, um nome, cidadania empresarial (CNPJ) para o mercado, podendo emitir nota fiscal.

E como resultado disso também, as portas abertas para o crédito, para mais qualificação e melhoria de seus processos, produtos e serviços. E também pode gozar de direitos e benefícios previdenciários, tais como aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte (para a família).

Esse é o atual cenário do segmento dos pequenos negócios, de boas perspectivas de crescimento e de continuar contribuindo para o desenvolvimento econômico e social que o Brasil tanto necessita.

Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.