Instituições ambientais atestam qualidade da água produzida pela Manaus Ambiental

Publicado em 12/01/2018 por Amazonas Notícias

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O relatório divulgado no último dia 10 pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), sobre as condições de 7 mil poços artesianos em estado de contaminação no Estado, reforça o debate acerca de uma maior vigilância com a questão ambiental, principalmente quando o assunto é água. Enquanto poços tubulares são abertos sem qualquer critério e de forma clandestina, produzindo riscos à saúde e ao meio ambiente, especialistas alertam para o problema e reforçam que, em meio ao 'impasse', o mais adequado nesse momento é que a população consuma água que vem da própria concessionária, ou seja, a Manaus Ambiental.

Com base em análises físico-químicas e bacteriológicas, feitas regularmente em laboratórios de Manaus e do sudeste do país, a Manaus Ambiental tem produzido água de qualidade, que é própria para o consumo e, inclusive, pode ser ingerida diretamente das torneiras. Os resultados das análises são acompanhados e atestados por instituições como o Dvisa-Manaus, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas).

O alto custo cobrado para a construção de poços mais profundos é outro fator apontado pelos especialistas como bem mais inviável para a população, do que contar com o controle de qualidade que já é exercido pela concessionária, para levar água potável aos manauenses e evitar, com isso, doenças como diarreia e hepatite.

Enquanto medidas são discutidas na Aleam para atacar o problema dos poços tubulares clandestinos, equipes de laboratoristas móveis da Manaus Ambiental continuam nas ruas, coletando amostras e realizando as análises para atestar a qualidade do produto nos locais abastecidos pela empresa. O trabalho segue todas as normas da Portaria 2.914/2011, do Ministério da Saúde, e da Resolução nº 357/05, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Aproximadamente 30 mil análises são realizadas mensalmente, num processo produtivo que envolve mais de 600 pontos de coletas, entre hospitais, clínicas dentárias, escolas, restaurantes e outros locais estratégicos, onde há uma maior concentração populacional e de grupos com maior impacto pelo consumo direto ou indireto da água.

Ao todo são mais de 80 parâmetros determinados e monitorados, desde a característica que mede o grau de coloração e turbidez (transparência) da água, a metais pesados e bactérias (ausentes, garantindo o padrão de potabilidade).

Garantia

A aplicação do cloro, que representa o "Selo de Garantia" de uma água potável, torna a Manaus Ambiental apta a abastecer toda a população, inclusive, os transatlânticos que ancoram no Porto de Manaus.

O recomendado pelo Ministério da Saúde é que o pH da água seja mantido na faixa de 6,0 a 9,5 na saída do tratamento. A água produzida pela Manaus Ambiental é distribuída com pH médio de 6,1, turbidez e cor abaixo dos limites de 1 NTU e 15 uC em 99,9% das amostras, além de receber cloro para a desinfeção e flúor para o combate às cáries dentárias, o que promove a garantia de boa qualidade para um produto sem impurezas.

Tudo é acompanhado diretamente por instituições como a Agência Reguladora do Estado do Amazonas (Arsam), Unidade Gestora de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário (UGPM Água), Procon e secretarias municipais de Saúde e Meio Ambiente.

Simultaneamente a essas visitas, também são realizados trabalhos de conscientização sobre o uso adequado da água, que vai desde a limpeza da caixa d'água ao combate às ligações clandestinas (fraudes).

Evolução

Após um longo processo de evolução no saneamento básico, que começou entre os anos de 1883 e 1889 (Período Áureo da Borracha) e sofreu grandes transformações a partir de 2000, a cidade de Manaus já é referência no tratamento e distribuição de água potável no norte do País. Atualmente, mais de 630 milhões de litros de água são retirados diariamente do Rio Negro e produzidos sob um rígido controle de qualidade realizado pela Manaus Ambiental, empresa integrante dos grupos controladores Solví - Soluções para a vida e Águas do Brasil.

O trabalho que começou em 2000 (com a privatização do sistema) e alcança hoje aproximadamente 98% de cobertura no abastecimento de água, também mudou a rotina dos moradores, principalmente daqueles que, até pouco tempo atrás, viviam agrupados em filas imensas com baldes e panelas nas mãos, em busca do "líquido precioso".

Produção

O sistema de abastecimento de água de Manaus é composto por quatro Estações de Tratamento de Água (ETAs). No Complexo de Produção da Ponta do Ismael, onde está a sede da Manaus Ambiental, na zona Oeste, estão localizadas a ETA 1 e a ETA 2, responsáveis por abastecer 80% da cidade. A ETA Mauazinho fica no bairro de mesmo nome, na zona Sul da capital, e a ETA Ponta das Lajes, da Rio Negro Ambiental, que é a responsável pela produção de água do Programa Águas para Manaus (Proama), situado na zona Leste.

A Manaus Ambiental possui, ainda, outros 41 Centros de Produção de Águas Subterrâneas (CPAs) em operação.

O plano de monitoramento executado pelo controle de qualidade da concessionária, por meio de equipamentos modernos, abrange todas as etapas de produção, transporte, armazenamento, até a distribuição no cavalete instalado na frente das casas dos clientes.

Em caso de anomalias na rede de distribuição, a Manaus Ambiental adota procedimentos que incluem novas coletas, pesquisa de causa e ações corretivas, até a normalização do sistema.